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Presidente do Haiti é assassinado em ataque à residência oficial

07 de Julho de 2021 | 11h 14
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Presidente do Haiti é assassinado em ataque à residência oficial
Foto: EPA

O presidente do Haiti, Jovenel Moïse, foi morto a tiros durante um ataque à sua residência, localizada na capital, Porto Príncipe, disse o primeiro-ministro interino do país, Claude Joseph.

Segundo a BBC Brasil, o premier informou, por meio de um comunicado, que a residência oficial do presidente foi invadida por homens armados não identificados, à 1h hora local (1h do horário de Brasília).

No atentado, a primeira-dama, Martine Moïse, também foi ferida. Ela teria levado um tiro, mas Claude Joseph não informou o estado de saúde dela. O premier disse, ainda, que "todas as medidas foram tomadas para garantir a continuidade do Estado e proteger a nação".

Ele pediu à população "que se acalme", afirmando que "a situação da segurança no país está sob o controle da Polícia Nacional haitiana e das Forças Armadas do Haiti".

Jovenel Moïse, de 53 anos, governava o Haiti desde fevereiro de 2017, após seu antecessor, Michel Martelly, ter deixado o cargo.

GOLPES DE ESTADO - Nação economicamente mais pobre das Américas, o Haiti tem um longo histórico de ditaduras e golpes de Estado. De acordo com o G1, nos últimos meses, o país vem enfrentando uma crescente crise política e humanitária, com escassez de alimentos e violência nas ruas.

Com 11,4 milhões de habitantes, O Haiti está entre os países com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo: 0,51. A economia nacional é pouco desenvolvida e se baseia em atividades primárias. O principal produto de exportação é o açúcar. O país também cultiva manga, banana, milho e outros alimentos. Este segmento emprega a maioria da população.

Localizado na porção oeste da ilha de Hispaniola, no mar do Caribe, o Haiti faz fronteira terrestre apenas com a República Dominicana (a leste). Em função dos últimos acontecimentos, o país vizinho anunciou que está fechando sua fronteira. O presidente Luis Abinader fez uma reunião de emergência, mas ainda não se pronunciou oficialmente.

Crise política - De acordo com o G1, Jovenel Moïse governava por decreto há mais de um ano, após o país não conseguir realizar eleições legislativas. O presidente assassinado queria promover uma reforma constitucional polêmica.

Ele dizia que ficaria no cargo até 7 de fevereiro de 2022, baseado em uma interpretação da Constituição rejeitada pela oposição, que considerava o mandato do chefe de Estado extinto desde 7 de fevereiro de 2021.

No início do ano, diz o G1, autoridades do país afirmaram ter frustrado uma "tentativa de golpe" de Estado contra o presidente. Foi informado que Moïse teria sido alvo de um atentado malsucedido. Mais de 20 pessoas foram presas, na ocasião, inclusive um juiz federal do Tribunal de Cassação e uma inspetora geral da Polícia Nacional.

Problemas institucionais - A disputa sobre o fim do mandato era consequência da primeira eleição de Moïse. O presidente foi eleito em outubro de 2015 para um mandato de cinco anos. O pleito foi cancelado por fraudes. No ano seguinte, ele venceu uma nova disputa e tomou posse em 2017.

Eleições legislativas e municipais deveriam ser realizadas este ano, no Haiti. No entanto, foram adiadas para 2022. O fato gerou um vácuo de poder. E Jovenel Moïse alegava estar habilitado para continuar no cargo por mais um ano.



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