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Ilha da Madeira é 1ª região da EU a aceitar todas as vacinas em passaporte da imunidade

05 de Julho de 2021 | 10h 59
Ilha da Madeira é 1ª região da EU a aceitar todas as vacinas em passaporte da imunidade
Foto: Reprodução

A Ilha da Madeira, região autônoma da República Portuguesa, é o primeiro membro da União Europeia a permitir a entrada de viajantes imunizados com qualquer vacina, mesmo aquelas não aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

De acordo com o jornalista Gian Amato, correspondente do jornal O Globo, esta é a mais democrática medida desde a oficialização do passaporte de imunidade europeu, em 1º de julho.

Isto porque a autorização para entrar na Ilha da Madeira inclui vacinas como a CoronaVac, fármaco elaborado pela biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech. O imunizante, produzido no Brasil pelo Instituto Butantan e aplicado em larga escala no país, não tem o aval da EMA, apesar de aprovado para uso emergencial pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O articulista salienta que viagens de turismo com origem no Brasil seguem vetadas em Portugal. Podem entrar apenas pessoas com visto de residência português ou europeu, dupla cidadania ou que se encaixem nas regras específicas das viagens essenciais durante a pandemia de coronavírus.

Mas, com a decisão, o governo da Madeira tranquiliza brasileiros que reúnem condições de entrada no país. E também os portugueses residentes no Brasil, que evitaram ou planejavam evitar o imunizante em troca do certificado digital. Na Europa, o verão acaba de começar e esta costuma ser uma época de retorno para férias em família.

Além da CoronaVac, o governo da Madeira incluiu, também, a Covaxin (Índia), a Epivaccorona  e a Sputnik V  (Rússia), e a Soberana (Cuba). Portugal e os outros 26 integrantes da União Europeia (UE), além da Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, aceitam para acesso ao Certificado Digital Covid-19 somente as vacinas Pfizer/BioNTech, Moderna, AstraZeneca/Oxford e Janssen.

Conforme Gian Amato, o secretário de saúde do arquipélago da Madeira, Pedro Ramos, disse que a resolução do governo local, determinada, neste domingo (4), durante visita a um centro de imunização, baseia-se no entendimento de que a resposta imunológica destes imunizantes é semelhante à das outras. "Se milhões de pessoas fizeram a vacinação com estas vacinas, o grau de proteção é semelhante aos outros", comparou.

O articulista de O Globo destaca, ainda, que esta não é a primeira medida da região autônoma que colide com as instruções normativas da Direção Geral da Saúde de Portugal. Segundo ele, a Madeira foi pioneira na adoção de um passaporte de imunidade independente e obriga o uso de máscaras a partir de seis anos, enquanto, no continente, a idade sobe para 10. Além disso, no arquipélago, crianças a partir de 12 anos serão vacinadas.

Enquanto Portugal impõe medidas restritivas mais duras, com a finalidade de frear o índice de contágio durante a quarta onda da pandemia, voltando atrás na reabertura e tentando acelerar a vacinação para salvar o verão, o governo da Madeira afirma estar com a situação sob controle. 

Região governada pelo presidente Miguel Albuquerque, membro do Partido Social Democrata (PSD), principal sigla de oposição ao governo do primeiro-ministro António Costa, do Partido Socialista (PS), a Ilha da Madeira é um das mais importantes rotas turísticas europeias. E, segundo o articulista, o país vem fazendo propaganda da retomada do setor, muito embora o PS negue a publicidade.

Recentemente eleita o destino europeu mais seguro de 2021, o arquipélago entrou na lista verde do Reino Unido e Albuquerque convidou o premier Boris Johnson para passar a lua de mel em uma das ilhas que compõem o arquipélago.

De acordo com Amato, a Ilha de Porto Santo está com a ocupação hoteleira completa e na Ponta do Sol foi criada, em plena pandemia, a primeira vila para nômades digitais da Europa.



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