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OMS critica fracasso global de imunização e apela por vacinas para cobrir carência grave das nações mais pobres

26 de Junho de 2021 | 15h 12
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OMS critica fracasso global de imunização e apela por vacinas para cobrir carência grave das nações mais pobres
Foto: Reuters/Kai Pfaffenbach

A Organização Mundial da Saúde (OMS) criticou, nesta sexta-feira (25), o que chamou de grande fracasso global de vacinação em relação à pandemia. Segundo a entidade, os países ricos estão retomando a atividade social e imunizando jovens que não correm tantos riscos de complicações decorrentes da Covid-19, enquanto os países mais pobres sofrem uma carência cruel de vacinas.

De acordo com a Agência Brasil, a sucursal do portal de notícias Reuters situada em Genebra reportou que, na avaliação do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a situação na África, onde as novas infecções e mortes saltaram quase 40%, na semana passada, quando comparadas com a semana anterior, é muito perigosa. "Nosso mundo está fracassando. Como comunidade global, estamos fracassando", disse, em uma coletiva de imprensa.

Tedros Adhanom é etíope e repreendeu os países que relutam em compartilhar doses com os de renda baixa. Ele comparou a situação com a crise de HIV/Aids, quando alguns argumentaram que nações africanas eram incapazes de usar tratamentos complicados. "Esta atitude tem que ser uma coisa do passado", ponderou.

O diretor-geral enfatizou, ainda, que, agora, trata-se de um problema de suprimento e fez um apelo às potências mundiais. "Deem-nos as vacinas", declarou, salientando que "a diferença é entre os que têm e os que não têm" e que isto está expondo, completamente, não apenas a injustiça do nosso mundo, mas também a desigualdade. "Vamos dizer a verdade", desfechou.

Ainda de acordo com a Reuters, Mike Ryan, maior especialista em emergências da OMS, afirmou que muitos países em desenvolvimento se saem melhor do que países industrializados em vacinações em massa de suas populações contra doenças infecciosas que vão do cólera à pólio. "O nível de paternalismo e de mentalidade colonial que diz: 'não podemos dar algo a vocês porque tememos que vocês não usem'. Falando sério, no meio de uma pandemia?", criticou.



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