País enfrenta nova onda com 78% da população vacinada
O governo do Chile analisa a possibilidade aplicar uma
terceira dose de reforço da vacina contra a Covid-19. O presidente chileno, Sebastián
Piñera, fez o anúncio nesta terça-feira (22). O país luta para combater mais
uma onda de contágios provocada pelo novo coronavírus, em meio a dúvidas sobre
a eficácia da vacina produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac contra as
cepas mais transmissíveis do vírus.
De acordo com a Agência Brasil, a sucursal da agência de
notícias Reuters situada em Santiago reportou que o chefe do Executivo chileno disse
que especialistas da área de saúde estão avaliando estudos científicos, a fim
de determinar se uma terceira dose de imunizante seria mesmo necessária. O país
está dando início à vacinação da população adolescente. "Como governo,
estamos atentos aos problemas de hoje, mas também precisamos nos antecipar
e preparar para enfrentar os problemas de amanhã", observou.
O Chile depende, amplamente, da CoronaVac para executar
uma das campanhas de imunização mais rápidas do mundo. No país, já foram
administradas 16,8 milhões de doses da vacina chinesa, além das 3,9 milhões de
doses do antígeno produzido, em parceria, pela farmacêutica norte-americana Pfizer
e pelo laboratório alemão BioNTech. Quantidades menores de imunizantes
fabricados pela empresa chinesa CanSino Biologics e pela farmacêutica britânica
AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford também foram aplicadas.
De acordo com a Reuters, até o momento, 78% do público-alvo
do Chile tomaram pelo menos uma dose, e 61% estão completamente vacinados. Isto
tornou o país um teste importante para a eficácia da CoronaVac no mundo.
Segundo um estudo publicado em abril, a vacina chinesa provou
ser minimamente eficiente na prevenção da doença após a primeira dose. Com a
aplicação segunda, o imunizante apresentou 67% de eficácia na prevenção de
infecção sintomática, 85% na prevenção de hospitalizações e 80% na prevenção de
mortes, diz o portal de notícias.