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FDA aprova uso emergencial de medicamento contra Covid-19, nos Estados Unidos

27 de Maio de 2021 | 09h 54
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FDA aprova uso emergencial de medicamento contra Covid-19, nos Estados Unidos
Foto: Mark Jayson Quines/The Wall Street Journal

A Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos (EUA) aprovou, em caráter emergencial, um tratamento com anticorpos contra a Covid-19. Desenvolvido pelas companhias farmacêuticas Vir Biotechnology e GlaxoSmithKline, o medicamento teria eficácia contra as formas leve e moderada da doença, podendo ser utilizado em pessoas a partir de 12 anos.

De acordo com a agência de notícias Reuters, o órgão regulador norte-americano informou, nesta quarta-feira (26), que o Sotrovimab, como o fármaco foi nomeado, não está autorizado para uso em pacientes hospitalizados que necessitem de oxigenoterapia.

O remédico pertence a uma classe de medicamentos denominados anticorpos monoclonais, proteínas desenvolvidas em laboratório que podem aumentar a resposta imunológica dos pacientes. Isto porque agem imitando os anticorpos naturais que o organismo humano gera para combater infecções. A GSK e a VIR afirmaram que o tratamento estará disponível para pacientes contagiados pelo novo coronavírus nas próximas semanas.

Conforme a Agência Brasil, terapias similares contra a Covid-19 já haviam sido autorizadas para uso emergencial nos Estados Unidos. É o caso dos tratamentos elaborados pela Eli Lilly e pela Regeneron Pharmaceuticals.

Segundo a CNN, o coquetel de anticorpos desenvolvido pela Regeneron, inclusive, chegou a ser administrado no ex-presidente Donald Trump, quando contaminado pela Covid-19, no ano passado. O REGN-COV2, de acordo com a empresa desenvolvedora, mostrava-se eficaz no combate à doença, conseguindo encurtar o período de convalescência para quatro dias e reduzir as hospitalizações e mortes em torno de 70%.

Agora, o Sotrovimab é a nova aposta para diminuir a carga viral dos pacientes infectados, evitando complicações clínicas graves. Na semana passada, o regulador de medicamentos da União Europeia também aprovou seu uso para pessoas acometidas pela com Covid-19 em risco de agravamento da doença, mas que não precisavam de oxigênio suplementar.



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