Chamado de A-76, o maior iceberg do planeta se desprendeu da Antártica, nos últimos dias. Conforme
a CNN Brasil, o bloco de gelo flutuante é 80 vezes maior do que o distrito de Manhattan,
situado em Nova York, Estados Unidos.
Segundo informações da Agência Espacial Europeia (ESA), divulgadas
nesta quarta-feira (19), o iceberg se partiu do lado oeste da plataforma de
gelo de Filchner-Ronne, que fica no mar de Weddell.
Medindo cerca de 170 quilômetros de comprimento por 25
quilômetros de largura, o iceberg tem o formato de uma gigantesca tábua de
passar roupas. O pedaço de gelo também é um pouco maior do que a ilha espanhola
de Maiorca.
Segundo a CNN, os cientistas não relacionam o desprendimento
do iceberg com a mudança climática. Eles acreditam que a movimentação do bloco
cumpre o andamento do ciclo natural de formação de icebergs na região, com
grandes pedaços de gelo se quebrando em intervalos regulares.
Os especialistas afirmam que, depois de derreter, o novo
iceberg não levará ao aumento do nível do mar. Isto porque ele era parte de uma
plataforma de gelo. Comparativamente, é como um cubo de gelo em um copo, que,
quando derretido, não aumenta o nível da bebida.
O mesmo não acontece com geleiras e mantos de gelo encontrados
em terra. Estes, ao se quebrarem ou derreterem no oceano, elevam, sobremaneira,
o nível das águas. Conforme os pesquisadores, se todo o manto de gelo da
Antártica derreter, por exemplo, o nível do mar poderia subir cerca de 57
metros.
O iceberg, diz a ESA, foi visto pela primeira vez, na semana
passada, pelo oceanógrafo polar Keith Makinson, integrante do centro britânico
de Pesquisas Antárticas. E foi confirmado pelo Instituto Nacional do Gelo dos
Estados Unidos, através de imagens do satélite Copernicus Sentinel-1.
O nome do maior bloco de gelo do planeta tem base científica.
A ESA informou que os icebergs são tradicionalmente nomeados pelo quadrante
antártico onde foram inicialmente avistados, seguido de um número. Se ele se romper,
uma letra sequencial é acrescida.