Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • (75) 9707-1234
  • Feira de Santana, segunda, 15 de junho de 2026

Mundo

Cientistas criam testes de Covid-19 capazes de diagnosticar a doença em tempo recorde

18 de Maio de 2021 | 15h 38
Cientistas criam testes de Covid-19 capazes de diagnosticar a doença em tempo recorde
Foto: Ilustração/@Handout

Pesquisadores da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, e da Universidade Nacional Chiao Tung, em Taiwan, criaram dispositivos que permitem detectar a presença do novo coronavírus no organismo humano em apenas um segundo ou em menos de 30 minutos, de acordo com a técnica utilizada.

Segundo a Agência Brasil, os estudos foram divulgados, nesta terça-feira (18), pelo Instituto Americano de Física, através do Journal of Vacuum Science & Technology B. Conforme a publicação, o biossensor desenvolvido pelos cientistas permite detectar os biomarcadores para o vírus em tempo recorde.

Também nos Estados Unidos, uma equipe da Universidade de Illinois criou um dispositivo portátil capaz de imprimir em 3D muitos dos seus componentes, permitindo a obtenção de resultados precisos, a partir de uma amostra de saliva, em menos de 30 minutos. A técnica foi apresentada em artigo veiculado na revista Nature Communications.

Parecido com o dispositivo usado para a verificação da glicose no sangue, o biossensor permite descobrir proteínas do novo coronavírus SARS-CoV-2 por meio de um detector de biomarcadores, com um pequeno canal, onde são colocados os fluidos a serem analisados. Na forma, ele se assemelha às tiras de papel utilizadas nos testes de níveis de glicose.

Conforme o artigo, dentro do "microcanal", os fluidos entram em contato com eletrodos, um dos quais é revestido a ouro, onde são quimicamente fixadas amostras de anticorpos específicos para o SARS-CoV-2. No processo de análise, um sinal elétrico é enviado de um painel de controle, por meio do eletrodo com as amostras de anticorpos, para um segundo elétrodo, sem anticorpos.

Ao retornar ao painel de controle, o sinal é amplificado por um transistor e convertido num determinado número (marcador do diferencial entre o eletrodo com anticorpos e o eletrodo sem anticorpos). Este, por sua vez, representa uma posição numa escala de concentração de proteínas virais presentes na amostra.

A técnica, além de rápida, é mais barata. Isto porque, apesar de os biossensores serem descartáveis, as outras partes do dispositivo são reutilizáveis, o que permite a redução dos custos do teste, que também é adaptável a outras doenças.

Ainda de acordo com a Agência Brasil, a equipe de cientistas de Illinois também criou um dispositivo portátil para detectar marcadores genéticos do novo coronavírus, a partir de amostras de saliva. Em 104 amostras do fluido bucal, o equipamento confirmou 28 das 30 amostras positivas para o SARS-CoV-2 e 73 das 74 negativas.

Testado, igualmente, em amostras com ou sem os vírus da gripe, o SARS-CoV-2 e três outros coronavírus humanos, o dispositivo identificou com rigor as amostras contendo o SARS-CoV-2, independentemente da presença de outros vírus. Segundo a publicação, o processo é baseado na criação de enzimas codificadas com informação sobre o código genético dos vírus analisados, o que permite sinalizar genes virais específicos.

A ação da enzima consiste em "cortar" os genes-alvo. E, no processo de análise, as amostras são tratadas com químicos que produzem fluorescência quando os genes são "cortados". Assim, quando as enzimas atuam sobre os genes-alvo, a fluorescência resultante sinaliza o teste positivo.

Conforme os cientistas, o equipamento consegue detectar diversos genes por amostra, o que o torna mais preciso do que os testes de um único gene, que podem conduzir a resultados errados ou inconclusivos. Outra vantagem é a utilização da saliva, que é mais facilmente coletada. Os pesquisadores destacaram, ainda, que a tecnologia utilizada pode ser útil para detectar marcadores genéticos de determinados cânceres.

Iniciada no final de 2019, em Wuhan, na China, a pandemia do novo coronavírus já matou mais de 3,391 milhões de pessoas. Segundo o balanço feito pela agência AFP, os casos de infecção pelo vírus ultrapassam a marca de 163,5 milhões.



Mundo LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

charge

As mais lidas hoje