A Comissão Europeia propôs, nesta segunda-feira (3), aos 27 Estados-membros
que integram o bloco, flexibilizar as atuais restrições às viagens não
essenciais para a União Europeia. A sugestão é de que seja permitida, especialmente,
a entrada de cidadãos estrangeiros já vacinados contra a Covid-19.
De acordo com a Agência Brasil, levando em consideração "o
progresso das campanhas de vacinação e a evolução da situação epidemiológica
em nível mundial", o comitê aconselha que as fronteiras sejam
reabertas "a todas as pessoas provenientes de países com boa situação
epidemiológica, mas também aos que tenham recebido a última dose recomendada de
uma vacina autorizada pela UE".
A admissão do relaxamento das medidas restritivas vem com a
indicação de que seja permitida a entrada apenas de cidadãos oriundos de países
que concluíram o processo de aprovação emergencial da Organização Mundial da
Saúde (OMS).
Por meio de um comunicado, Bruxelas, como também é chamada a
Comissão Europeia, por ter seu centro político sediado na capital belga,
defende que, "até que o Certificado Verde Digital esteja em operação, os
Estados-membros devem aceitar certificados de países com base na legislação
nacional, levando em conta a capacidade de verificar a autenticidade,
validade e integridade do documento, e se ele contém todos os dados
relevantes".
Os países que integram o bloco poderão, também, "considerar a
criação de um portal que permita aos viajantes solicitar o reconhecimento de um
certificado de vacinação emitido por um país, como prova confiável de vacinação
e/ou para a emissão de um Certificado Verde Digital".
Além disso, o comitê "propõe aumentar, de acordo com a
evolução da situação epidemiológica na UE, o valor máximo de referência de
novos casos de Covid-19, utilizado para determinar uma lista de países a partir
dos quais todas as viagens devem ser permitidas". Posta em prática, essa medida "deverá
permitir ao conselho ampliar essa lista", que, atualmente, é composta
apenas por sete países.
Segundo a Agência Brasil, a Comissão Europeia entende que o
surgimento de variantes "preocupantes" do novo coronavírus exige vigilância
contínua. Por isso, em contrapartida, indica um novo mecanismo de
fechamento de emergência, a ser coordenado pelo bloco, que limitaria o
risco de tais variantes entrarem na região. "Isso permitirá aos
Estados-membros agir rapidamente e limitar temporariamente a um mínimo todas as
viagens a partir dos países afetados, durante o tempo necessário para pôr em
prática medidas sanitárias adequadas", enfatiza.
A proposta deverá ser analisada, pelos Estados-membros, na
próxima quarta-feira (5), durante uma reunião dos embaixadores dos 27
integrantes do bloco, que, atualmente, está sob a presidência portuguesa.