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Pacientes com Covid-19 dividem camas em hospital público da Índia, após explosão de casos

16 de Abril de 2021 | 15h 36
Pacientes com Covid-19 dividem camas em hospital público da Índia, após explosão de casos
Foto: Reuters

A segunda onda de Covid-19 provocou um aumento acelerado de casos, na Índia. Em 24 horas, mais de 200 mil pessoas foram diagnosticadas com a doença. O número recorde agrava ainda mais a situação do país, que enfrenta a escassez de vacinas, a falta de tratamentos e a insuficiência de leitos hospitalares. Sem espaço para abrigar tantos pacientes, o hospital público Lok Nayak Jai Prakash (LNJP), localizado na capital, Nova Délhi, precisou improvisar, acabando por colocar dois doentes em cada cama da enfermaria. Segundo o Uol, as imagens foram registradas pela agência de notícias Reuters.

Após permitir a celebração de festas religiosas, comícios políticos e eventos esportivos, a Índia viu o quantitativo de infectados explodir. Este mês, as autoridades sanitárias registraram 2 milhões de novos contágios. E, ao que tudo indica, esse número continuará a subir. O país já ultrapassou, inclusive, o Brasil, tornando-se o segundo do mundo em número de casos. O total de doentes chega a 14,3 milhões, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Em relação ao número de óbitos, desde o começo da pandemia, a índia acumula 174.308 vidas perdidas para o novo coronavírus.

Conforme o Uol, apesar do desespero de Nova Délhi para tentar evitar um novo confinamento, sofrido para a população, principalmente em termos econômicos, alguns estados já adotaram medidas restritivas, a fim de evitar um número massivo de óbitos. É o caso do estado de Maharashtra e de sua capital, Mumbai, que tem registrado o êxodo de milhões de trabalhadores, em cenas que lembram a migração massiva de 2020, quando o governo paralisou todas as atividades, praticamente, da noite para o dia.

ESCASSEZ DE VACINAS – Segundo o Uol, a imunização contra a Covid-19, na Índia, diminuiu drasticamente, em relação ao pico atingido no início de abril. Nesse mesmo contexto, seu principal produtor de vacinas apelou aos Estados Unidos para que encerrem uma proibição à exportação de matéria-prima.

Após doar e vender dezenas de milhões de doses ao exterior, o país se viu, subitamente, mergulhado na escassez de imunizantes, mudando, de forma abrupta, as regras para acelerar as importações, tendo rejeitado, anteriormente, farmacêuticas estrangeiras, como a Pfizer.

De acordo com o portal governamental Co-Win, que coordena as imunizações no país, a vacinação atingiu um pico de 4,5 milhões de doses no dia 5 de abril, mas recuou para uma média de 3 milhões de doses diárias, desde então.

Segundo o Uol, fabricado pelo Instituto Serum da Índia (SII), o imunizante do laboratório britânico AstraZeneca responde por mais de 91% das 115,5 milhões de doses já administradas no país. No entanto, uma intensificação da produção, neste que é o maior fabricante de vacinas do mundo, foi adiada, em função da falta de matéria-prima.

O executivo-chefe do Instituto Serum, Adar Poonawalla, apelou, diretamente, ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pelo fim da limitação de suprimento, imposta para apoiar os fabricantes norte-americanos. Isto, diz o Uol, depois que os esforços diplomáticos mostraram pouco progresso.



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