Um garoto de 13 anos de idade foi condenado, hoje (8), por liderar uma célula neonazista, de dentro da casa da avó. O menino, que é oriundo do sudoeste do condado de Cornualha, é considerado o “terrorista mais jovem da Inglaterra”. Ele declarou-se culpado, na última segunda-feira (1), durante uma audiência judicial.
De acordo com a BBC Internacional, o garoto admitiu ser responsável por um total de 12 crimes, dois de divulgação de documentos terroristas e dez de posse de material terrorista. Ele não teve a identidade revelada, por razões legais.
Conforme o Uol, a Press Association informou que a sentença proferida pelo juiz Mark Dennis prevê o cumprimento de uma ordem de reabilitação de 24 meses. O magistrado advertiu que o menino “adentrou um mundo online de preconceito perverso” e que qualquer reincidência levaria a uma “espiral de penas cada vez maiores de encarceramento”.
Conforme as provas apresentadas ao tribunal, o menino coletou material de ódio e intolerância entre outubro de 2018 e julho de 2019. Além de instruções para a fabricação de bombas e manuais de como fazer coquetéis molotov e rifles AK47, foram encontrados tutoriais de como realizar combates com facas.
Conforme o Uol, o garoto veio a se tornar líder do grupo supremacista Feuerkrieg Division (FKD) em 2019. Ele era responsável por recrutar membros e fazer propaganda da célula neonazista. O menino arregimentou, pelo menos, outros cinco jovens. Dentre eles, o adolescente Paul Dunleavy, de 17 anos, condenado, naquela ocasião, por crimes de terrorismo.
Em julho daquele mesmo ano, o site Cornwall Live noticiou que a polícia britânica invadiu a casa do aliciador depois de receber denúncias de que ele estava tentando construir uma arma. Segundo o Uol, o menino havia encomendado um pôster com a imagem de uma explosão de um bomba atômica sobre o parlamento inglês. O cartaz trazia o slogan “esterilize a fossa que você chama de Londres”.