A Alemanha fechará comércio e as escolas entre os dias 16 de dezembro e 10 de janeiro. A medida visa conter a propagação da Covid-19 no país. A Alemanha já vinha em lockdown parcial, há seis semanas, com bares e restaurantes fechados. Lojas e escolas, no entanto, tinham permissão para funcionar. Agora, com o rápido avanço da segunda onda da doença, no país e no resto do continente europeu, a primeira-ministra Angela Merkel disse que medidas mais drásticas precisam ser tomadas.
Em discurso emocionado, na última quarta-feira (9), a chanceler federal instou o Bundestag (parlamento alemão) a adotar uma política sanitária mais rígida, a fim de restringir ao máximo o contato social, antes das festas de fim de ano. “Sinto muito, do fundo do meu coração. Mas se o preço que pagamos são 590 mortes por dia, isso é inaceitável”, enfatizou.
Merkel apelou aos alemães que tenham um comportamento condizente com a situação excepcional vivida pelo país. “Eu só quero deixar claro: se tivermos muitos contatos agora, pouco antes do Natal, e este acabar sendo o último Natal com nossos avós, então teremos feito algo errado”, advertiu.
A primeira-ministra defende que, neste período, apenas serviços essenciais permaneçam abertos, a exemplo de supermercados, farmácias e bancos. Também recomendou que as empresas priorizem o trabalho remoto, dispensando os funcionários de suas atividades laborais presenciais.
Na semana passada, o número diário de novos casos e óbitos, na Alemanha, atingiu o maior patamar desde o início da pandemia. Com o aumento do contágio, algumas regiões já impuseram restrições mais rigorosas.
O governo alemão informou que, somente nas últimas 24 horas, o país registrou 381 mortes, elevando o total de óbitos para 21.787. Foram confirmados 20,2 mil novos casos. Ao todo, mais de 1,3 milhão de alemães já foram infectados pelo novo coronavírus. “A chave mais importante para lutarmos, com sucesso, contra o vírus é o comportamento responsável de cada indivíduo e a disposição para cooperar”, ressaltou Merkel.