O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta segunda-feira (6), um prazo de 48 horas para os presidentes de sete tribunais locais explicarem pagamentos acima do limite estipulado pela Corte a magistrados.
A deliberação trata do pagamento de penduricalhos a juízes do
Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e de mais seis
tribunais estaduais: Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do
Norte e Rondônia.
Moraes alertou que, em caso de
descumprimento da ordem, os presidentes das referidas Cortes ficam sujeitos a
“imediato afastamento do cargo de direção e responsabilidade penal”.
O ministro citou, ainda, uma reportagem publicada, hoje, pelo
jornal Folha de S. Paulo. Segundo a matéria, os citados tribunais realizaram
pagamentos acima dos parâmetros estabelecidos, em março, pelo plenário do STF.
Em alguns casos, diz o jornal, os valores pagos ultrapassaram
os R$ 200 mil, sendo o maior valor de mais de R$ 495 mil. No dia 25 de março, a
Suprema Corte determinou que os pagamentos a magistrados não poderiam
ultrapassar, em nenhuma hipótese, os R$ 78,8 mil por mês, somando-se salário e
apenas algumas verbas indenizatórias autorizadas pelos ministros, como diárias
e ajuda de custos, por exemplo, em caso de promoção.
A ordem do STF foi para que os pagamentos nunca
ultrapassassem os 35% do vencimento regular de um magistrado. Questionados sobre os pagamentos irregulares,
os tribunais citados justificaram os repasses alegando que os mesmos
baseavam-se em uma resolução aprovada, por unanimidade, pelo Conselho Nacional
de Justiça (CNJ), que prevê o pagamento de verbas indenizatórias adicionais.
A decisão de Alexandre de Moraes foi tomada na fase de recurso
extraordinário, com repercussão geral em que o STF julga quais pagamentos a
juízes são constitucionais ou não.
*Com informações da Agência Brasil.