Sinceramente, não pensei que, depois de anos criticando como Galvão Bueno narrava os jogos, sentiria falta dele na transmissão do jogo de estreia do Brasil na Copa do Mundo. Não vi a indignação dele quando o Brasil tomou um gol evitável, e nem vibrei com a sua peculiar narração do gol de empate dos brasileiros.
Goste-se ou não, Galvão tinha coragem de criticar e não tinha vergonha de passar pano. Tinha vontade de ver o jogo pelo canal CazeTv, mas fui vencido e assisti pela Globo. Acho que não mudar de canal disparou o gatilho de ouvir o ufanismo do veterano narrador.
Acredito que o sentimento de perda foi sentido por muitos telespectadores, mesmo sabendo que Galvão é um chato de galocha. Estava faltando alguma coisa naquela transmissão. Claro que a Globo continua sendo referência, mas o trono está sendo perseguido de perto pela turma do Cazé, com sua transmissão leve e informativa.
O Ibope do SBT passou de 11 pontos percentuais, bem menos do mais dos 30 pontos da Globo. O detalhe é que esta foi a mais baixa audiência da emissora carioca na abertura de uma Copa. A Cazé também não fez feio. Registrou recorde na internet, superando a marca de 10 milhões de visualizações simultâneas no YouTube durante a partida.
João Batista Cruz, jornalista é um dos fundadores do Jornal Tribuna Feirense