Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • (75) 9707-1234
  • Feira de Santana, segunda, 08 de junho de 2026

Valdomiro Silva

Feira reduziu mortes violentas, de janeiro a maio; mas tem a menor evolução entre grandes cidades baianas

VALDOMIRO SILVA - 08 de Junho de 2026 | 15h 34
Feira reduziu mortes violentas, de janeiro a maio; mas tem a menor evolução entre grandes cidades baianas
Foto: Divulgação PM/BA

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia anunciou nas últimas horas uma estatística sobre  mortes violentas (homicídios, latrocínios e lesões dolosas seguidas de morte) no Estado, de janeiro a maio de 2026, comparado com o mesmo período do ano passado. O Governo comemora os dados, porque indicam uma redução dos números em Salvador e em várias grandes cidades, inclusive Feira de Santana. Particularmente, neste município, porém, a situação não é tão otimista, quando comparamos os percentuais com outras praças.

Vejamos: a queda mais significativa ocorreu em Eunápolis, no Extremo Sul do Estado, 58,6%. em Juazeiro, norte da Bahia, a queda também foi expressiva, 49%. Em seguida, Camaçari, na Região Metropolitana, alcançou 41,8%, enquanto Jequié, região do Médio Rio de Contas, 28,6%. A nossa Feira de Santana atingiu 12,9%, na última posição deste rânking. Se na Bahia como um todo, a redução registrada dos chamados  crimes graves contra a vida registrada é de 20,3%, a Princesa do Sertão ficou bem distante desta média estadual.

Bem, se não há muito a comemorar, tambem não há motivo para desespero, pois é muito melhor uma diminuição, por menor que seja, do que o aumento das mortes violentas. Quem está bem, neste momento, é Eunápolis, que conseguiu reduzir em mais da metade o número de homicídios. No caso de Feira de Santana, é como se reduzisse 12 mortes, de um total 100.  

Há que se observar, outras cidades baianas de elevado índice de assassinatos não aparecem na divulgação positiva feita pelo Governo, o que deixa transparecer que nem todas as praças mais perigosas lograram êxito neste primeiro semestre. É o caso de Simões Filho, com 71,4 mortes por 100 mil habitantes, quarto mais perigoso município do Estado; Santo Antônio de Jesus, o sétimo, 57,7 mortes a por 100 mil habitantes; e Ilhéus, oitavo, com 54 mortes por 100 mil habitantes.   

As principais alavancas para esta melhora, que podemos considerar razoável, apenas, seriam, segundo o secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner:  a integração das forças policiais e as ações do Bahia Pela Paz - este último um programa do governo estadual focado na prevenção e redução da violência letal, especialmente entre crianças, adolescentes, jovens em situação de vulnerabilidade social e suas famílias.

Reforçando a tese de que o quadro segue bastante grave nesta cidade,  o número de presos fugitivos dobrou em Feira de Santana em seis meses. Os dados do  levantamento feito pelo Banco Nacional de Medidas Penais e Prisão foram divulgados pelo jornalista Marcílio Costa, que mantém uma excelente coluna diária de informação e opinião nas redes sociais. Há 30 mandados de recaptura ativos no município. Em dezembro eram 16. Aumento de 87,5%. Observa o colunista que esse tipo de mandado é expedido para quem já passou pelo sistema prisional e precisa ser localizado para retomar o cumprimento de pena.

Mais grave ainda, no mesmo levantamento, segundo Marcílio, é que o Conselho Nacional de Justiça acusa 653 mandados de prisão em aberto em Feira de Santana. Isto acontece quando um juiz emite ordem de prisão  e a polícia judiciária ainda não conseguiu cumpri-la. Nesse caso, são centenas de indivíduos que deveriam estar na cadeia, mas se encontram em liberdade, representando as mais diversas ameaças contra a sociedade.




Valdomiro Silva LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

Charge do Borega

As mais lidas hoje