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Saúde

OMS eleva, a muito alto, risco imposto por Ebola, na República Democrática do Congo

23 de Maio de 2026 | 12h 57
OMS eleva, a muito alto, risco imposto por Ebola, na República Democrática do Congo
Foto: Jerome Delay/AP

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que a entidade elevou, de “alto” para “muito alto”, o risco imposto pelo surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC), país localizado no continente africano.

Conforme o gestor, a epidemia está se espalhando rapidamente. “Anteriormente, a OMS havia avaliado o risco como alto nos níveis nacional e regional, e como baixo em nível global”, observou.

Agora, segundo Ghebreyesus, o organismo internacional está revendo seu posicionamento. “Estamos, agora, revisando nossa avaliação de risco para muito alto a nível nacional, alto a nível regional e baixo a nível global”, apontou.

Dados levantados pela OMS revelam que, até o momento, na República Democrática do Congo, há 82 casos da doença confirmados, além de sete óbitos. No entanto, Tedros Adhanom Ghebreyesus adverte que há indícios de que os números sejam bem maiores. “Sabemos que a epidemia, no país, é muito maior. Há quase 750 casos suspeitos e 177 mortes suspeitas”, destacou.

Segundo o gestor, na última quinta-feira (21), foi registrado um “incidente de segurança”. Em um hospital situado na província de Ituri, tendas e suprimentos médicos foram incendiados. “Construir a confiança, nessas comunidades, é essencial para uma resposta bem-sucedida e é uma das nossas maiores prioridades”, ressaltou Ghebreyesus.

A EPIDEMIA – No começo de maio, autoridades sanitárias da RDC emitiram um alerta, informando um surto de alta mortalidade, possivelmente causado por uma doença até então desconhecida, no município de Mongbwalu, em Ituri. O cenário incluía óbitos, inclusive, entre profissionais de saúde.

Cerca de dez dias depois, o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, analisou 13 amostras de sangue colhidas no distrito de Rwampara. A avaliação laboratorial confirmou a presença da cepa bundibugyo em oito das 13 amostras colhidas.

No dia 15 de maio, o Ministério da Saúde Pública, Higiene e Bem-Estar Social da República Democrática do Congo declarou, oficialmente, o 17º surto de ebola no país. Simultaneamente, o Ministério da Saúde de Uganda também confirmou a epidemia de ebola, causada pela mesma variante do vírus, após identificar um caso importado. Um homem congolês havia morrido em Kampala.

No dia seguinte, após consultar ambos os Estados-Membros onde os surtos foram identificados, Tedros Adhanom Ghebreyesus determinou que o ebola causado pela cepa bundibugyo, tanto na RDC quanto em Uganda, constituía Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII).



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