A iniciativa visa ampliar o monitoramento da circulação do Aedes aegypti
Os agentes de combate às endemias intensificaram, esta semana, as ações de enfrentamento à dengue no município de Feira de Santana, com a instalação de ovitrampas, armadilhas usadas para capturar e identificar a presença do mosquito Aedes aegypti, vetor de transmissão de arboviroses como a dengue, a zika e a chikungunya.
Além de monitorar a circulação do mosquito, a iniciativa visa ampliar e subsidiar estratégias mais eficazes de controle. Para
tanto, após a instalação dos dispositivos, os profissionais de saúde retornam
aos imóveis, a fim de substituir as paletas de madeira onde os insetos
depositam seus ovos.
O material recolhido passa, então, por um processo de secagem.
Em seguida, é encaminhado para análise laboratorial, o que permite avaliar a
incidência do vetor nas áreas monitoradas.
De acordo com Priscila Soares, coordenadora do Centro de
Controle de Endemias, o estudo é fundamental para orientar as ações de combate.
“O objetivo é verificar se há ou não a presença da fêmea do mosquito naquela
área. A análise também observa se a quantidade de ovos recolhidos na primeira
paleta se repete na segunda ou se há redução, indicando menor permanência do
vetor no local. A partir desses dados, é possível traçar estratégias mais
direcionadas para conter a proliferação”, explica.
As ovitrampas consistem em recipientes com água, levedura de
cerveja e uma paleta de madeira. Elas funcionam como atrativos para as fêmeas do
mosquito que estão em busca de locais adequados para a postura de ovos.
Os trabalhos foram iniciados na última segunda-feira (4), com
a participação de 35 agentes de combate às endemias. No primeiro dia de ação,
foram visitados os bairros Campo Limpo (78 imóveis), Campo do Gado Novo (9),
Brasília (28), Parque Ipê (26), Papagaio (75), Cidade Nova (17), Chácara São
Cosme (2), Centro (36), Caseb (10) e Capuchinhos (5).
Priscila Soares destaca que a intensificação dessas ações é
essencial no enfrentamento à dengue, especialmente no período de maior
incidência da doença. “Esse trabalho permite identificar precocemente a
presença do mosquito e agir de forma rápida e estratégica, protegendo a saúde
da população”, enfatiza.