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  • Feira de Santana, domingo, 14 de junho de 2026

Saúde

Vacinação é a principal forma de prevenir casos graves de catapora; doença pode matar, alerta Secretaria Municipal de Saúde

04 de Maio de 2026 | 16h 06

21 casos da doença foram confirmados, este ano, na cidade

Vacinação é a principal forma de prevenir casos graves de catapora; doença pode matar, alerta Secretaria Municipal de Saúde
Foto: Renata Leite/PMFS

Causada pelo vírus varicela-zóster, a catapora é uma doença infecciosa altamente contagiosa e que pode, inclusive, se apresentar de formas muito graves, sobretudo, em adultos. Para evitar a proliferação da varicela, como a virose também é conhecida, as autoridades sanitárias apostam no único método realmente eficaz: a vacinação.

Em Feira de Santana, a Vigilância de Controle Epidemiológico, setor ligado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), tem reforçado a importância da imunização enquanto monitora, de forma contínua, os casos registrados na cidade.

De janeiro a abril de 2026, já foram notificados 32 casos suspeitos da doença, dos quais, 21 foram confirmados. No mesmo período de 2025, Feira de Santana registrou 25 casos confirmados. E, ao longo de todo o ano passado, foram contabilizadas 64 ocorrências de varicela.

De acordo com a enfermeira referência técnica do agravo, Ludmila Lopes, episódios localizados — como surtos em escolas — são esperados, em função do contato próximo entre crianças e adolescentes, mas têm sido rapidamente identificados e controlados pelas equipes de saúde. “A Vigilância Epidemiológica vem atuando, desde fevereiro, com medidas de bloqueio vacinal, intensificação da vacinação e monitoramento dos casos, para evitar a disseminação”, explica.

Além disso, o órgão também realiza ações educativas junto às equipes de Saúde da Atenção Básica, com foco na identificação precoce, investigação e manejo adequado dos pacientes.

TRANSMISSÃO – A catapora pode atingir pessoas de qualquer idade não vacinadas ou que nunca tiveram a doença. Os principais sintomas são: febre; manchas vermelhas pelo corpo; coceira intensa; e lesões na pele, que evoluem para pequenas bolhas com conteúdo líquido. Após uma semana do início dos sintomas, estas borbulhas evoluem para a forma de crosta.

Em casos mais graves, ocorrem complicações sérias, a exemplo de pneumonia primária, infecções secundárias e quadros severos, que podem levar o paciente a óbito. Estes são denominados visceralização, que é quando o vírus da catapora causa doença fora da pele, afetando o sistema nervoso central e provocando, por exemplo, uma meningite (inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal) ou hepatite (inflamação do fígado).

A transmissão da doença ocorre, principalmente, por meio de gotículas respiratórias, através de espirros, tosse ou contato próximo. Em função disto, o risco é aumentado em ambientes coletivos. O período de incubação varia entre dez e 21 dias, fase em que a pessoa já pode transmitir o vírus mesmo antes do aparecimento dos sintomas.

Ludmila Lopes destaca que a recomendação é que pessoas infectadas permaneçam em isolamento até que todas as lesões estejam totalmente cicatrizadas. “O paciente não deve frequentar a escola ou o trabalho enquanto estiver com lesões ativas. O retorno só é seguro quando todas as bolhas já estiverem em forma de crosta”, orienta.

IMUNIZAÇÃO – A enfermeira reforça o papel fundamental da vacina na proteção coletiva. O imunizante está disponível nas 103 salas de imunização da Rede Municipal de Saúde. O calendário de rotina recomenda duas doses: a primeira deve ser administrada aos 15 meses de vida; a segunda, aos 4 anos de idade.

Mesmo não impedindo totalmente a infecção, o imunizante reduz, significativamente, o risco de formas graves da doença. “A gente orienta que pais e responsáveis procurem as unidades de saúde para atualizar a caderneta de vacinação. Essa é a forma mais eficaz de proteger as crianças”, destaca a profissional.



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