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Mundo

Papa Leão XIV alerta que a humanidade está se tornando indiferentes à violência, em sua 1ª missa de Páscoa

05 de Abril de 2026 | 14h 05

Líder religioso criticou a apatia dos seres humanos diante do sofrimento alheio

Papa Leão XIV alerta que a humanidade está se tornando indiferentes à violência, em sua 1ª missa de Páscoa
Foto: Alberto Pizzoli/AFP

O papa Leão XIV presidiu, neste domingo (5), pela primeira vez desde que se tornou chefe supremo da Igreja Católica Apostólica Romana, a missa do Domingo de Páscoa. O rito, como tradicionalmente, foi celebrado na Praça São Pedro, no Vaticano.

Aos milhares de fiéis em todo o mundo, o Sumo Pontífice apontou a falta de sensibilidade e a apatia diante do sofrimento alheio. “Estamos nos habituando à violência, nos resignando a ela e nos tornando indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes às repercussões de ódio e divisão que os conflitos semeiam. Indiferentes às consequências econômicas e sociais que produzem e que todos sentimos”, alertou.

Para o líder religioso, o que chamou de “globalização da indiferença” está cada vez mais acentuada. E retomou uma expressão cara ao papa Francisco para refletir sobre a atualidade. “Quanto desejo de morte vemos, todos os dias, em tantos conflitos que ocorrem em diferentes partes do mundo”, ponderou.

Leão XIV também encorajou os líderes mundiais a se desarmarem e a buscarem o diálogo para encerrar os conflitos bélicos. “Quem tem armas nas mãos, que as deponha! Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz! Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo! Não com a vontade de dominar o outro, mas de o encontrar!”, conclamou.

A fim de defender o diálogo e a cooperação como uma forma de superar o ciclo de ódio que gera e perpetua guerras e conflitos, o Papa citou o exemplo de Cristo. “Esta é a verdadeira força que traz a paz à humanidade, porque gera relações respeitosas em todos os níveis: entre as pessoas, famílias, grupos sociais e nações. Não visa o interesse particular, mas o bem comum; não pretende impor os próprios planos, mas contribuir para o conceber e o concretizar em conjunto com os outros”, refletiu.

O líder católico lembrou, ainda, que, para os cristãos, a Páscoa representa “uma vitória da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio”. “Esta é uma mensagem nem sempre fácil de aceitar; uma promessa que nos custa acolher, porque o poder da morte ameaça-nos constantemente, por dentro e por fora”, frisou.

Insistindo na crítica à indiferença, ele salientou que “todos temos medo da morte e, por medo, voltamo-nos para o outro lado, preferimos não olhar, mas não podemos continuar indiferentes!”, disse, enfatizando, contudo, que “não podemos resignar-nos ao mal”.

Segundo o Vaticano, cerca de 50 mil pessoas assistiram, presencialmente, à celebração litúrgica deste domingo. Leão XIV encerrou a missa apelando a todos que façam “ouvir o grito de paz que brota do coração”. Mas “não àquela que se limita a silenciar as armas, mas aquela que toca e transforma o coração de cada um de nós”.



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