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Valdomiro Silva

Otto ameaçou romper com PT, caso Coronel fosse excluído da chapa, mas preferiu ficar

VALDOMIRO SILVA - 04 de Fevereiro de 2026 | 15h 17
Otto ameaçou romper com PT, caso Coronel fosse excluído da chapa, mas preferiu ficar
Jefferson Rudy/Agência Senado

O atuante senador baiano Otto Alencar, um dos destaques do Congresso, atenuou bastante as críticas que fazia lá atrás, em 2025, à possível exclusão, na chapa governista, do seu correligionário senador Ângelo Coronel, também do PSD, que busca a reeleição, mas encontrou portas fechadas na chapa governista. O PT optou por uma composição puro sangue depois que o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, decidiu que uma vaga seria dele. A outra é de Jaques Wagner que, como Coronel, vai tentar reeleição. Uma breve pesquisa na Internet revela a mudança de tom no discurso de Otto.

Declarações de apoio a Coronel, com ameaças veladas ao PT, foram dadas por ele em uma entrevista concedida ao "PodZé" (podcast do polêmico jornalista Zé Eduardo), que virou matéria no site "Muita Informação", em 30 de maio do ano passado. "Otto Alencar admite possível rompimento com Jerônimo caso PSD fique fora da chapa ao Senado em 2026", foi o título da reportagem no portal.

Na ocasião, diz o site, o dirigente do PSD baiano reafirmou apoio à reeleição de  Coronel e apontou direito garantido pela legislação como argumento central.  “Quem tem direito à reeleição deve ir para a reeleição. Tanto Jerônimo, como Geraldo, como Wagner, como Coronel. É direito legítimo dado pela legislação”, garantiu. 

Disse também, conforme o portal, não ver "impedimentos em romper com o grupo político do governador Jerônimo Rodrigues (PT), caso o PSD fique de fora da composição majoritária para o Senado nas eleições de 2026". E revelou o teor de uma conversa com o colega e compadre: “Eu falei com Coronel que tem uma coisa realmente que doeu em mim. Não posso negar, e mais ainda nele, que fere o amor próprio da pessoa. Ele tendo mandato, têm direito a reeleição e dizer você não vai ser mais, vai ser o Wagner, vai ser o Rui…".

Segundo o jornalista Osvaldo Lyra, do "Muita Informação", Otto disse como reagiria diante de um "xeque-mate", sentença dada por Wagner, Rui, ou o próprio governador Jerônimo, que o PSD estaria fora da chapa. "Se dissesse isso textualmente e me ligasse dizendo ‘vocês não vão participar’, nós sairíamos agora mesmo". A forte frase ainda foi acrescida de outra para não deixar nenhuma margem de dúvida: "Caso haja uma manifestação explícita do governador sobre a saída do partido, a ruptura acontecerá".

Na mesma entrevista, Otto admitiu ter sofrido pressão de aliados para rompimento com o PT. Correligionários lhe cobraram uma "decisão imediata sobre a permanência na base governista".

Prefeitos, ex-prefeitos e deputados teriam pedido "uma reação mais dura" da parte dele, diante da possibilidade de o PSD ficar de fora da aliança. "Me pressionaram, inclusive, dizendo que eu não estava respondendo à altura". Como se sabe agora, ele resistiu e manteve a aliança.



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