O ex-ministro Raul Jungmann morreu neste domingo (18), em Brasília, aos 73 anos. A informação foi confirmada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), entidade que ele presidia desde 2022. Jungmann teve atuação destacada na política nacional, com passagens por diferentes ministérios ao longo de sua carreira.
Raul Jungmann enfrentava um câncer no pâncreas. De acordo com informações divulgadas pela imprensa nacional, ele chegou a ser internado em novembro de 2025, recebeu alta em dezembro, mas voltou a ser hospitalizado próximo ao período do Natal. Após nova alta em janeiro deste ano, foi internado novamente neste sábado (17), quando seu quadro de saúde se agravou.
Ao longo da vida pública, Jungmann ocupou quatro vezes o cargo de ministro. Atuou no Ministério do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias durante o governo de Fernando Henrique Cardoso e, anos depois, comandou o Ministério da Defesa na gestão do ex-presidente Michel Temer. Também presidiu o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Na juventude, militou no antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Ao longo da trajetória partidária, foi filiado ao MDB entre 1972 e 1994, integrou o PPS até 2001, passou pelo PMDB e retornou ao PPS em 2003.
A projeção nacional obtida como ministro contribuiu para sua eleição como deputado federal por Pernambuco em 2002, cargo para o qual foi reeleito em 2006. Em 2012, conquistou um mandato como vereador do Recife. Já nas eleições de 2014, ficou na suplência para a Câmara dos Deputados.
Em nota oficial, o IBRAM destacou a trajetória do pernambucano e ressaltou que “Jungmann será lembrado por sua competência, visão estratégica, capacidade de articulação e pelo legado de diálogo e ética que deixa não apenas na mineração, mas em toda a vida pública brasileira”.
Raul Belens Jungmann Pinto nasceu no Recife, capital de Pernambuco, no dia 3 de abril de 1952. Ele deixa dois filhos, Júlia e Bruno.