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Política

Lula e líderes da União Europeia se reúnem, esta semana, no Rio de Janeiro

14 de Janeiro de 2026 | 20h 21
Lula e líderes da União Europeia se reúnem, esta semana, no Rio de Janeiro
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, se reunirá, nesta sexta-feira (16), com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

O encontro, que acontecerá na cidade do Rio de Janeiro, a partir das 13, no Palácio Itamaraty, terá como tema os próximos passos do pacto de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, aprovado, no último dia 9, pelos europeus, após 25 anos de negociação. Na sequência, o presidente brasileiro e os representantes da União Europeia farão uma declaração conjunta à imprensa.

O acordo comercial entre os dois blocos visa criar uma zona de livre comércio de 720 milhões de habitantes. E somará um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22 trilhões, de acordo com os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil.

Uma cerimônia de ratificação do pacto está prevista para acontecer no sábado (17), em Assunção, capital do Paraguai, país que preside o Mercosul desde dezembro de 2025. O evento contará com a presença dos líderes europeus e de ministros de relações exteriores dos países-membros do Mercosul.

Implementação – Ontem (13), Lula conversou com o primeiro ministro de Portugal, Luís Montenegro. Ambos concordaram em trabalhar, de forma conjunta, rápida e eficiente, pela implementação do acordo, com o objetivo de fazer com que as populações dos países envolvidos possam ver resultados concretos da parceria.

Embora celebrado por governos e setores industriais sul-americanos e europeus, o acordo ainda enfrenta a resistência de agricultores e ambientalistas europeus, sobretudo franceses. Eles criticam possíveis impactos sobre o clima e a concorrência agrícola.

Na França, agricultores entraram com tratores em Paris, nesta terça-feira. É a segunda vez que a categoria realiza esse tipo de protesto, em uma semana. Para os manifestantes, o acordo ameaça a agricultura local, ao criar concorrência supostamente desleal com importações sul-americanas mais baratas.

Segundo os líderes dos países, de ambos os blocos, que foram favoráveis, a implementação do tratado será gradual e os efeitos práticos devem ser sentidos, apenas, ao longo de vários anos.

 

 

 

 

 

 

 

 

*Com informações da Agência Brasil.



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