O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, se reunirá, nesta sexta-feira (16), com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
O encontro, que acontecerá na
cidade do Rio de Janeiro, a partir das 13, no Palácio Itamaraty, terá como tema os próximos passos do pacto de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, aprovado,
no último dia 9, pelos europeus, após 25 anos de negociação. Na sequência, o
presidente brasileiro e os representantes da União Europeia farão uma
declaração conjunta à imprensa.
O acordo comercial entre
os dois blocos visa criar uma zona de livre comércio de 720 milhões de
habitantes. E somará um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22 trilhões, de
acordo com os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento,
Indústria, Comércio e Serviços do Brasil.
Uma cerimônia de ratificação do pacto está prevista para acontecer
no sábado (17), em Assunção, capital do Paraguai, país que preside o Mercosul
desde dezembro de 2025. O evento contará com a presença dos líderes europeus e
de ministros de relações exteriores dos países-membros do Mercosul.
Implementação – Ontem (13), Lula conversou com o primeiro ministro de Portugal, Luís
Montenegro. Ambos concordaram em trabalhar, de forma conjunta, rápida e
eficiente, pela implementação do acordo, com o objetivo de fazer com que as
populações dos países envolvidos possam ver resultados concretos da parceria.
Embora celebrado por governos e setores industriais sul-americanos
e europeus, o acordo ainda enfrenta a resistência de agricultores e
ambientalistas europeus, sobretudo franceses. Eles criticam possíveis impactos
sobre o clima e a concorrência agrícola.
Na França, agricultores
entraram com tratores em Paris, nesta terça-feira. É a segunda vez que a
categoria realiza esse tipo de protesto, em uma semana. Para os manifestantes,
o acordo ameaça a agricultura local, ao criar concorrência supostamente desleal
com importações sul-americanas mais baratas.
Segundo os líderes dos países, de ambos os blocos, que foram
favoráveis, a implementação do tratado será gradual e os efeitos práticos devem
ser sentidos, apenas, ao longo de vários anos.
*Com informações da Agência
Brasil.