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  • Feira de Santana, quarta, 14 de janeiro de 2026

André Pomponet

Distribuam água no centro da Feira

André Pomponet - 14 de Janeiro de 2026 | 10h 55
Distribuam água no centro da Feira
Foto: Apolo Rocha

Neste janeiro, o calor está insano na Feira de Santana. Sempre há nuvens e, às vezes, até cai uma chuva fina e passageira. Nada, porém, que ajude a mitigar as altas temperaturas. Os termômetros marcam, invariavelmente, temperaturas acima de 30 graus. Nos momentos mais agudos, a sensação térmica bordeja os 40 graus.

Os recorrentes rigores do clima já provocaram mudanças na rotina das pessoas. A partir do final da manhã e até a metade da tarde, por exemplo, vê-se menos gente pelas ruas. Quem sai – sobretudo as mulheres – abriga-se sob sombrinhas ou guarda-sóis.

Muita gente, porém, não dispõe do direito de regular os próprios horários, nem de abrigar-se no conforto do ar-condicionado. É o caso de ambulantes, camelôs e prestadores de serviços miúdos no centro da Feira de Santana. Quase sem arborização, o miolo comercial da Princesa do Sertão registra temperaturas inclementes. Quem labuta por lá, sofre.

A situação é ainda pior nas ondas de calor, quando a temperatura, sempre causticante, alcança patamares insuportáveis. Isso acontece com cada vez mais frequência, como se sabe. São as tais mudanças climáticas – sobre as quais tanto se fala – mostrando-se na prática. Como se vê, as pessoas precisam se adaptar. Os governos também deveriam.

Ações simples de hidratação, por exemplo, deveriam ser adotadas nas ondas de calor. Distribuir água é essencial para impedir a desidratação e problemas de saúde mais graves, que exijam internações e elevem os custos com a saúde pública.

Trabalhadores que exercem seu ofício nas ruas – como camelôs e ambulantes – deveriam contar com a iniciativa durante as severas ondas de calor; crianças e idosos em áreas de grande circulação comercial, também.

Sales Barbosa, Marechal Deodoro, Centro de Abastecimento e Feiraguay, por exemplo, seriam espaços interessantes para a implantação de pontos de hidratação. Água, no verão, é essencial. Quem não carrega sua própria garrafa e não tem dinheiro sobrando para comprar água mineral passa sede e corre o risco de se desidratar.

Mas quem, afinal, deveria arcar com a iniciativa que, a propósito, já existe em São Paulo e no Rio de Janeiro? Por lá, a Sabesp e a Cedae, respectivamente, concessionárias de água e saneamento, assumem o papel. Aqui na Feira de Santana temos a Embasa que cobra uma leonina taxa de esgoto, mas cujos retornos sociais são mínimos. A empresa poderia debutar nesta frente.

A iniciativa – pontual – tornaria o centro da cidade melhor e contribuiria na prevenção de desidratação e insolação, dois males decorrentes das irrevogáveis mudanças climáticas.

 

  



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