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Política

Defesa pede ao STF prisão domiciliar para Bolsonaro após queda na cela

14 de Janeiro de 2026 | 08h 36
Defesa pede ao STF prisão domiciliar para Bolsonaro após queda na cela
Foto: Assessoria de Jair Bolsonaro

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (13), um novo pedido para que ele cumpra a pena de 27 anos e três meses em regime de prisão domiciliar. Bolsonaro foi condenado sob a acusação de liderar um grupo que teria tentado um golpe de Estado após as eleições de 2022.

No requerimento, os advogados solicitam que o ministro Alexandre de Moraes reavalie a decisão proferida em 1º de janeiro, quando foi negada a transferência para o regime domiciliar. Como argumento central, a defesa aponta um episódio ocorrido dentro da cela da Superintendência da Polícia Federal, onde o ex-presidente está preso.

Segundo os advogados, Bolsonaro sofreu uma queda da própria altura na noite do dia 6 de janeiro, bateu a cabeça e precisou de atendimento médico de urgência. O episódio é classificado pela defesa como um “fato novo, concreto e grave”, capaz de justificar a revisão da decisão anterior.

Além da prisão domiciliar, a defesa também solicita a realização de uma avaliação médica independente, com o objetivo de verificar se o ex-presidente está recebendo atendimento compatível com seu estado de saúde no sistema prisional. No pedido, são citados problemas de saúde de natureza cardiovascular, pulmonar, neurológica e metabólica, além do uso contínuo de medicamentos que atuam no sistema nervoso central.

Os advogados argumentam ainda que o ambiente prisional não oferece condições adequadas para evitar riscos à integridade física de Bolsonaro, que tem quase 71 anos e passou por diversas cirurgias desde o atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018.

Para a defesa, a concessão da prisão domiciliar não configuraria privilégio, mas uma medida necessária para garantir o cumprimento da pena sem colocar em risco a vida do ex-presidente.

 

  



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