Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • 55 75 99801 5659
  • Feira de Santana, ter�a, 13 de janeiro de 2026

Economia

Haddad diz que caso Master pode ser a maior fraude bancária do país

13 de Janeiro de 2026 | 16h 03
Haddad diz que caso Master pode ser a maior fraude bancária do país
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O escândalo em torno do Banco Master pode se configurar como a maior fraude bancária da história do país. A afirmação foi feita, nesta terça-feira (13), pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

De acordo com o gestor, o Governo Federal vem acompanhando o caso de perto, especialmente, a atuação do Banco Central (BC). Ele enfatizou, ainda, que o Ministério da Fazenda (MF) mantém diálogo permanente com a autoridade monetária desde a decretação da liquidação da instituição financeira.

Haddad disse que a situação inspira muito cuidado. “Podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país, podemos estar diante disso. Então, temos que tomar todas as cautelas devidas, com as formalidades, garantindo todo o espaço para a defesa se explicar, mas, ao mesmo tempo, sendo bastante firmes em relação àquilo que tem que ser defendido, que é o interesse público”, observou.

O ministro também informou que tem conversado, diariamente, com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. E fez questão de manifestar apoio público ao trabalho conduzido pelo BC no caso. “Estou absolutamente seguro com o trabalho que o Galípolo e a equipe fizeram”, disse, durante conversa com jornalistas na portaria do Ministério da Fazenda, em Brasília.

Fernando Haddad reforçou, ainda, que ainda há muito trabalho pela frente. “Eu já disse isso, é um trabalho muito robusto”, afirmou, ressaltando que a condução do processo exige rigor técnico e transparência, diante da gravidade das suspeitas e do potencial impacto sobre o sistema financeiro nacional.

Articulação com o TCUO ministro revelou que tratou do assunto com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo. Segundo ele, houve avanços na interlocução entre os órgãos de controle e o Banco Central.

A reunião realizada, nesta segunda-feira (12), entre Galípolo, Vital do Rêgo e o relator da apuração no TCU, Jhonatan de Jesus, indicou, conforme Haddad, uma convergência de entendimento sobre os procedimentos adotados pelo BC na liquidação do Banco Master. “Aparentemente, houve uma boa convergência em relação à leitura dos fatos e à importância da apuração”, frisou.

Impacto sobre FGC – Ao comentar os desdobramentos do caso, o ministro destacou a relevância do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por proteger depositantes em situações de quebra bancária. O ministro lembrou que o fundo é abastecido não apenas por bancos privados, mas também por instituições públicas. “O FGC é composto por recursos de todo o sistema, inclusive de bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal”, observou.

Após a liquidação do Banco Master, o FGC deverá honrar depósitos elegíveis de até R$ 250 mil por pessoa física, conforme as regras vigentes. O titular do Ministério da Fazenda salientou que o episódio reforça a importância de mecanismos de proteção ao sistema financeiro e aos correntistas.

Para Haddad, a investigação completa do caso será fundamental para esclarecer responsabilidades e evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer, no país.

 

 

 


 

 

*Com informações da Agência Brasil.



Economia LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

charge do Borega

As mais lidas hoje