Os deputados federais da Bahia utilizaram mais de R$ 17 milhões da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) ao longo de 2025. De acordo com dados do Portal da Transparência da Câmara dos Deputados, o total desembolsado chegou a R$ 17.439.842,11.
A CEAP é destinada ao custeio de despesas relacionadas ao exercício do mandato parlamentar, como passagens aéreas, manutenção de escritórios, serviços de consultoria, divulgação da atividade legislativa, entre outros gastos. No caso da Bahia, cada um dos 39 deputados tem direito a uma cota mensal de até R$ 44.804,65.
O volume registrado mantém a média de despesas observada ao longo do ano. No primeiro semestre de 2025, os gastos com o benefício somaram R$ 9.046.531,22, conforme levantamento já divulgado anteriormente.
Considerando o total gasto dividido pelo número de parlamentares baianos, a média bruta é de aproximadamente R$ 447,1 mil por deputado, dentro de um limite anual máximo que pode ultrapassar R$ 537,6 mil por parlamentar.
Bacelar (PV): R$ 538.794,19
Joseildo Ramos (PT): R$ 538.342,30
Roberta Roma (PL): R$ 525.389,06
Daniel Almeida (PCdoB): R$ 524.805,32
Paulo Azi (União): R$ 512.217,55
Lídice da Mata (PSB): R$ 506.992,42
Rogéria Santos (Republicanos): R$ 504.382,04
Gabriel Nunes (PSD): R$ 496.834,84
Leur Lomanto Júnior (União): R$ 493.601,74
Neto Carletto (Avante): R$ 492.550,49
Arthur Maia (União): R$ 482.137,16
Waldenor Pereira (PT): R$ 481.340,36
João Leão (PP): R$ 478.988,27
Josias Gomes (PT): R$ 472.818,74
Jorge Solla (PT): R$ 469.882,78
Valmir Assunção (PT): R$ 466.153,11
Raimundo Costa (Podemos): R$ 464.675,79
Zé Neto (PT): R$ 461.647,51
Leo Prates (PDT): R$ 461.172,67
Diego Coronel (PSD): R$ 458.125,85
Ricardo Maia (MDB): R$ 457.421,84
Alice Portugal (PCdoB): R$ 456.528,33
Félix Mendonça Júnior (PDT): R$ 454.073,41
Paulo Magalhães (PSD): R$ 453.452,66
Otto Alencar Filho (PSD): R$ 453.145,18
Capitão Alden (PL): R$ 440.560,85
Mário Negromonte Jr. (PP): R$ 438.911,32
Márcio Marinho (Republicanos): R$ 438.487,01
Antonio Brito (PSD): R$ 435.214,21
Charles Fernandes (PSD): R$ 434.935,23
Claudio Cajado (PP): R$ 434.371,75
Adolfo Viana (PSDB): R$ 425.142,02
Ivoneide Caetano (PT): R$ 419.702,58
Dal Barreto (União): R$ 389.918,11
Alex Santana (Republicanos): R$ 370.963,26
João Carlos Bacelar (PL): R$ 355.136,67
Elmar Nascimento (União): R$ 341.461,65
José Rocha (União): R$ 282.471,50
Pastor Sargento Isidório (Avante): R$ 111.847,71
Sérgio Brito (PSD): R$ 15.244,63
A Cota Parlamentar pode ser utilizada para o pagamento de passagens aéreas; serviços telefônicos de gabinetes, escritórios e imóveis funcionais; manutenção de escritórios de apoio, incluindo aluguel, energia, água, esgoto e internet; alimentação; hospedagem fora do Distrito Federal; locação ou fretamento de veículos; combustíveis e lubrificantes, dentro do limite mensal de R$ 9.392,00; serviços de segurança privada, com teto de R$ 8.700,00 mensais; divulgação da atividade parlamentar, respeitadas as restrições do período eleitoral; participação em cursos, congressos e eventos; além da complementação do auxílio-moradia, conforme normas da Mesa Diretora.
Alguns deputados recebem acréscimos no valor mensal da cota por exercer funções específicas, como liderança ou vice-liderança partidária, liderança do Governo ou da Minoria, presidência ou vice-presidência de comissões permanentes, entre outros cargos. Esses adicionais variam conforme a função exercida e não são cumulativos.
Há ainda previsão de acréscimo para parlamentares que participam de missões oficiais pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, correspondente a 20% do valor da menor cota mensal por viagem realizada.