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Na OEA, Brasil afirma que sequestro de Nicolás Maduro é 'afronta gravíssima'

06 de Janeiro de 2026 | 16h 32
Na OEA, Brasil afirma que sequestro de Nicolás Maduro é 'afronta gravíssima'
Foto: OAS

Durante a reunião extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), nesta terça-feira (6), Benoni Belli, embaixador do Brasil junto à entidade, afirmou que o momento atual é grave e que a investida dos Estados Unidos contra a Venezuela é uma afronta. Ele ressaltou, ainda, que tempos considerados ultrapassados estão voltando a assolar a América Latina e o Caribe.

O encontro teve por objetivo discutir a ação militar estadunidense que culminou no sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, no último sábado (3). “Os bombardeios no território da Venezuela e o sequestro do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e ameaçam a comunidade internacional com precedente extremamente perigoso”, apontou o representante brasileiro junto à OEA.

De acordo com o diplomata, agressões militares conduzem a um mundo em que a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. “Não podemos aceitar o argumento de que os fins justificam os meios. Esse raciocínio carece de legitimidade e abre a possibilidade de conferir aos mais fortes o direito de definir o que é justo ou injusto, o que é certo ou errado, de ignorar as soberanias nacionais ditando as decisões que devem tomar os mais fracos”, advertiu.

Benoni Belli lembrou que “a soberania internacional sustentada no direito internacional e nas instituições multilaterais é fundamental para que os povos possam exercer sua autodeterminação”.

Ontem (5), na reunião de emergência do Conselho de Segurança na Organização das Nações Unidas (ONU), o embaixador do Brasil Sérgio Danese também destacou que não é possível aceitar o argumento de que os fins justificariam os meios, na intervenção armada norte-americana em território venezuelano.

Militares estadunidenses invadiram o país latino-americano e retiraram Maduro e Cilia à força, em uma ação que matou integrantes das forças de segurança do presidente venezuelano e causou explosões em Caracas, capital do país, inclusive em residências de civis.

Nicolás Maduro foi levado para Nova York, no Estados Unidos. Segundo o governo de Donald Trump, ele vai responder, fora de seu país de origem, a acusações por uma suposta ligação com o tráfico internacional de drogas.

O casal foi apresentado, nesta segunda-feira, ao Tribunal Federal, em Nova York, para uma audiência de custódia na Justiça norte-americana. Na ocasião, Maduro afirmou ser inocente e negou as acusações de envolvimento com narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado.

O presidente venezuelano também se qualificou como um “prisioneiro de guerra” e um “homem decente”. O casal está detido em um presídio federal, localizado no bairro do Brooklyn, em Nova York.

 


 

 

 

 

 

*Com informações da Agência Brasil.



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