Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que os bombardeios em território venezuelano e a detenção do chefe de Estado representam uma grave violação da soberania do país vizinho. Segundo ele, a ação ultrapassa limites aceitáveis e cria um precedente perigoso no cenário internacional.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, declarou o presidente.
Lula também destacou que a ofensiva viola o direito internacional e contribui para um ambiente global marcado por instabilidade e conflitos. Para o chefe do Executivo, o uso da força fragiliza o multilateralismo e favorece a lógica da imposição dos mais fortes.
“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões”, afirmou.
O presidente brasileiro acrescentou ainda que a ação dos Estados Unidos remete aos “piores momentos de interferência” na política da América Latina e do Caribe. Segundo ele, a comunidade internacional precisa reagir de forma firme ao episódio.
“A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, concluiu.
Diante do ataque, o governo brasileiro convocou uma reunião para este sábado no Palácio do Itamaraty, em Brasília, a fim de discutir o posicionamento do país. Até o momento, não há confirmação oficial sobre quais ministros participarão do encontro. Vale destacar que Lula estava em recesso de fim de ano, com retorno à capital federal previsto para a próxima terça-feira (6), mesma data em que se encerram as férias do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.