O cantor Bell Marques solicitou um cachê de R$ 1,2 milhão para se apresentar na Micareta de Feira 2026. A informação foi confirmada pelo prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (União Brasil), na manhã desta quarta-feira (17), durante coletiva de imprensa com jornalistas e radialistas do município.
Segundo o gestor, o valor pedido representa um aumento de 60% em relação ao cachê pago ao artista na edição deste ano, que foi de R$ 750 mil. José Ronaldo afirmou que a prefeitura não irá arcar com o montante solicitado e, por isso, a contratação está descartada.
“Eu mandei ligar para Bell Marques, para ele abrir a Micareta como fez esse ano, e ele disse que vai estar em um navio de quinta a domingo. Eu fiz uma proposta para abrir quarta-feira. Eu iria colocar 8h da noite, como eu fiz com BaianaSystem esse ano. O cachê de R$ 750 mil eu achei que era a mesma coisa, eu ia mandar contratar, mas veio a notícia de que seria 1,2 milhão”, explicou o prefeito.
De forma enfática, José Ronaldo reforçou que não concorda com o pagamento. “Não tem um filho de Deus que faça eu assinar um pagamento desse para um cantor. Respeito os artistas, mas minha mão jamais conseguirá assinar um cachê desse para cantor nenhum. Então, está descartado”, declarou.
A Micareta de Feira 2026 também será marcada por uma mudança histórica. Pela primeira vez, a festa — reconhecida como a primeira micareta do Brasil — deverá ser realizada no mês de novembro, entre os dias 19 e 22.
O prefeito destacou ainda que empresários locais têm demonstrado interesse em retomar blocos tradicionais na festa. De acordo com ele, a prefeitura já trabalha na definição e divulgação das atrações para estimular investimentos e fortalecer a organização do evento.
“Nós estamos fazendo novos contatos para anunciar, em no máximo 15 dias, algumas atrações que queremos trazer. Algumas pessoas estão se sentindo estimuladas para trazer de volta alguns blocos para a Micareta do ano que vem”, concluiu José Ronaldo.