Nesta sexta-feira (12), o Governo dos Estados Unidos emitiu um comunicado, informando que retirou o nome do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), da relação de pessoas sancionadas pela Lei Magnitsky.
O nome da esposa do magistrado, a
advogada Viviane Barci de Moraes, e o Instituto Lex, ligado à família do
ministro, também foram retirados da lista negra do referido instrumento legal,
que foi criado para punir, unilateralmente, supostos violadores de Direitos
Humanos no exterior.
A decisão partiu do Escritório de Controle de Ativos
Estrangeiros do Departamento do Tesouro norte-americano. As sanções da Lei
Magnitsky foram impostas a
Alexandre de Moraes pelo governo de Donald Trump, no fim de julho. Em
setembro, Viviane também passou a integrar a lista.
Entenda – A Lei Magnitsky bloqueia bens, contas
bancárias e empresas dos alvos da sanção nos Estados Unidos. Também veta a
aquisição de novos bens dentro da
jurisdição em solo norte-americano, além de proibir a entrada das pessoas
listadas no país.
Ao aplicar a sanção ao ministro brasileiro, o órgão do
Departamento de Tesouro norte-americano acusou-o de violar a liberdade de
expressão e autorizar “prisões arbitrárias”, citando o julgamento de Bolsonaro
por tentativa de golpe de Estado e decisões contra empresas de mídia social
estadunidenses.
De acordo com Scot Besset, secretário do Tesouro dos Estados
Unidos, Moraes seria responsável por uma campanha opressiva de censura; por
detenções arbitrárias que violam os direitos humanos; e por processos
politizados, "inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro".
*Com informações da
Agência Brasil.