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Política

Hugo Motta alega questão de segurança para expulsar jornalistas do plenário da Câmara

11 de Dezembro de 2025 | 18h 33
Hugo Motta alega questão de segurança para expulsar jornalistas do plenário da Câmara
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou que ordenou a expulsão dos jornalistas do plenário da Casa Legislativa, na última terça-feira (9), por questões de segurança, em razão da ocupação da Mesa Diretora pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ).

Por meio de nota, publicada nesta quinta-feira (11), o parlamentar salientou que, “em conformidade com o Ato da Mesa nº 145/2020, a Polícia Legislativa solicitou a retirada de assessores, servidores e profissionais de imprensa do plenário, para garantir a segurança dos presentes”, justificou.

Após a saída dos profissionais de imprensa, Glauber Braga foi retirado à força, da Mesa da Câmara, por policiais legislativos. O deputado protestava contra a votação da cassação de seu mandato. Durante a ação, jornalistas foram agredidos por agentes da Polícia Legislativa.

A transmissão das atividades do plenário, feita pela TV Câmara, também foi interrompida. A Presidência da Casa disse que esse foi um ato normal, uma vez que a sessão foi suspensa. “Conforme a Ordem de Serviço nº 5/2022, que estabelece a ordem de prioridade das transmissões oficiais, a interrupção de uma sessão plenária acarreta, automaticamente, a veiculação do evento legislativo subsequente. Assim, a TV Câmara passou a transmitir a reunião da Comissão de Saúde, procedimento técnico de praxe”, diz o documento.

Ataque à imprensa – A Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) disse que a expulsão dos profissionais de imprensa do plenário foi “extremamente grave” e considerou a medida “um cerceamento ao trabalho da imprensa e à liberdade e ao direito de informação da população brasileira”.

A presidente da Fenaj, Samira Castro, disse que a questão de segurança não justifica a ação. “Sobretudo porque eles não foram só retirados, eles foram retirados com truculência, eles foram agredidos e isso é muito grave. A nota não nos convence, porque era possível dialogar, minimamente, com aqueles trabalhadores que estavam ali fazendo o seu trabalho”, criticou a sindicalista.

Reunião desmarcada – Hugo Motta chegou a marcar uma reunião com representantes indicados pelo Comitê de Imprensa da Câmara para esta quarta-feira (10), mas cancelou a agenda, em seguida, alegando falta de tempo.

Antes da sessão de ontem, o plenário foi novamente fechado para a imprensa, sem que fosse explicado o motivo aos profissionais que costumam circular livremente pela sala principal de votações da Câmara dos Deputados.

Hoje, Motta emitiu um novo comunicado, lamentando os transtornos causados aos profissionais de comunicação. No documento, ele reafirmou que não houve intenção de limitar o exercício da atividade jornalística. “As informações apresentadas pelos jornalistas serão incorporadas à apuração em andamento a fim de identificar eventuais excessos nas providências adotadas ao longo do processo de retomada dos trabalhos”, completou.

Ato contra censura – Ontem, um grupo de jornalistas realizou um ato, na Câmara dos Deputados, contra a censura e a ação violenta dos policiais legislativos, ocorridas no dia anterior.

Imagens e relatos mostram ação truculenta de policiais legislativos contra repórteres, cinegrafistas e fotógrafos que tentavam realizar seu trabalho. Alguns profissionais precisaram de atendimento médico, por conta de agressões, que incluíram puxões, cotoveladas e empurrões.

A Associação Brasileira de Imprensa informou que irá entrar com ações judiciais contra o presidente da Câmara, pelas "violências cometidas pela Polícia Legislativa”.

 

 

 









*Com informações da Agência Brasil.



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