“É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”, escreveu o parlamentar. Com o anúncio, chegam ao fim meses de especulações internas no PL sobre quem lideraria a chapa presidencial caso Bolsonaro permanecesse inelegível.
Ao longo da manifestação, Flávio adotou um tom religioso e crítico ao governo federal. Disse não aceitar “ver o país caminhar por um tempo de instabilidade, insegurança e desânimo” e apontou que a democracia estaria “sucumbindo”. O senador também citou temas recorrentes na narrativa do bolsonarismo, como aumento de impostos, avanço do crime organizado e críticas à gestão de estatais.
“O nosso país vive dias difíceis, em que muitos se sentem abandonados, aposentados são roubados pelo próprio governo, narco-terroristas dominam cidades e exploram trabalhadores, estatais voltaram a ser saqueadas, novos impostos não param de ser criados ou aumentados”, afirmou. “Ninguém aguenta mais!”
Flávio reforçou ainda referências religiosas, afirmando acreditar que Deus “abre portas” e “derruba muralhas”, e que estaria se colocando “diante de Deus e diante do Brasil” para cumprir a missão atribuída pelo pai.
A confirmação da pré-candidatura reorganiza o cenário interno do PL e posiciona o senador como herdeiro direto do capital político bolsonarista. O partido ainda não divulgou os próximos passos da pré-campanha, mas aliados de Jair Bolsonaro já defendiam o nome de Flávio como forma de manter a unidade da base e evitar divisões na direita.
“Que Deus abençoe o nosso povo! Que Deus abençoe o nosso Brasil!”, concluiu o senador.