O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a dianteira na corrida para a Presidência da República em 2026, de acordo com a nova rodada da pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (25). O levantamento aponta vantagem do petista em todos os cenários avaliados, inclusive em simulações que incluem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente inelegÃvel.
Na disputa direta com Bolsonaro, Lula registra 39% das intenções de voto, enquanto o ex-presidente aparece com 27%. Os números mostram estabilidade na liderança do petista em relação à rodada anterior, realizada em setembro, quando ele tinha 36% e Bolsonaro 30%.
Entre os demais pré-candidatos testados — como Ciro Gomes (PSDB), Ratinho Jr. (PSD), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Romeu Zema (Novo) — nenhum ultrapassa 10% isoladamente. Somados, esses nomes atingem 23% das intenções de voto.
Em uma simulação contra o governador de São Paulo, TarcÃsio de Freitas (Republicanos), apontado como principal herdeiro polÃtico do bolsonarismo, Lula ampliaria a vantagem. O petista aparece com 42%, contra 22% do paulista. Na pesquisa de setembro, o cenário era de 36% a 17%, respectivamente.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), réu no STF por suposta interferência no processo que condenou seu pai por tentativa de golpe, também foi testado. Nesse cenário, Lula marca 43%, enquanto Eduardo tem 17%. No levantamento anterior, os Ãndices eram de 44% a 14%.
Pela primeira vez, a CNT/MDA incluiu a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Lula aparece com 42,7%, Michelle registra 23%, Ratinho Jr. tem 11,4% e Zema, 8,3%.
Os cenários de segundo turno também favorecem o atual presidente. Contra Jair Bolsonaro, Lula venceria por 49% a 37% (em setembro, o placar era 46% a 38%). Em uma disputa com TarcÃsio de Freitas, o petista teria 46% contra 39%. Lula também superaria Eduardo Bolsonaro por 49,9% a 33,3% e Michelle Bolsonaro por 49,1% a 35,6%.
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre os dias 19 e 23 de novembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.