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Política

Fraudes no Master podem chegar a R$ 12 bilhões, estima diretor da PF

18 de Novembro de 2025 | 17h 28
Fraudes no Master podem chegar a R$ 12 bilhões, estima diretor da PF
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, estima que as fraudes contra o sistema financeiro investigadas no âmbito da Operação Compliance Zero podem ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões.

Segundo ele, a corporação está realizando a investigação do crime contra o sistema financeiro em conjunto com o Banco Central (BC) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Andrei Rodrigues depôs à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado Federal, que investiga o crime organizado e comentou a ação deflagrada, pela PF, na manhã desta terça-feira (18).

Entre os investigados, está o dono do Banco Master, Daniel Vacaro. Ele foi detido no Aeroporto de Guarulhos. Também são alvos da investigação o presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o diretor de Finanças e Controladoria do BRB, Dario Oswaldo Garcia Júnior. Ambos foram afastados dos cargos que ocupam na instituição.

Aos senadores, Andrei Rodrigues antecipou que, já nas primeiras ações desta manhã, foram apreendidos R$ 1,6 milhão, em espécie, na residência de um único investigado. Ele também confirmou que a operação resultou em “várias prisões”.

Compliance zero – A chamada Operação Compliance Zero é fruto de investigações que a PF iniciou em 2024, para apurar e combater a emissão de títulos de créditos falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional.

As instituições são suspeitas de criar falsas operações de créditos, simulando empréstimos e outros valores a receber. Estas mesmas instituições negociavam estas carteiras de crédito com outros bancos.

Após o Banco Central aprovar a contabilidade, as instituições substituíam estes créditos fraudulentos e títulos de dívida por outros ativos, sem a avaliação técnica adequada.

O Banco Master é o principal alvo do inquérito instaurado a pedido do Ministério Público Federal (MPF). Segundo Rodrigues, o BRB “sempre atuou em conformidade com as normas de compliance e transparência, prestando, regularmente, informações, ao Ministério Público Federal e ao Banco Central, sobre todas as operações” relacionadas às negociações de compra do Banco Master".

Banco Central – Por meio de um comunicado, o Banco Central oficializou a liquidação extrajudicial da Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Imobiliários. O documento coloca como liquidante extrajudicial, com “amplos poderes de administração e representação da sociedade”, a empresa EFB Regimes Especiais de Empresas; e, como responsável técnico, Eduardo Felix Bianchini.

Contexto – O Master tornou-se conhecido por adotar uma política agressiva para captar recursos, oferecendo rendimentos de até 140% do Certificado de Depósito Bancário (CDI) a quem compra papéis da instituição financeira – uma promessa de ganhos superiores às taxas médias para bancos pequenos – em torno de 110% a 120% do CDI.

Operações do banco com precatórios (títulos de dívidas de governos com sentença judicial definitiva) também aumentaram as dúvidas sobre a situação financeira do Master, que, ao emitir títulos em dólares, não conseguiu captar recursos.

Ontem (17), o grupo Fictor, de investimentos e gestão de empresas, anunciou que compraria o Master.

 

 

 

 

 

*Com informações da Agência Brasil.



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