O presidente da Câmara, Marcos Lima, apresentou na manhã desta quinta-feira, no programa Acorda Cidade, detalhes de supostas irregularidades cometidas pela empresa responsável pela obra de reforma do prédio anexo do Legislativo, onde são instalados os gabinetes dos vereadores. Segundo ele, a construtora responsável pela obra recebeu mais de R$ 4 milhões e não executou R$ 1,5 milhão deste valor. Deixou de entregar aparelhos de ar condicionado com instalações elétricas, portas de blindex, forro do teto, dentre outros objetos do contrato.
O dirigente disse que encaminhou o resultado de uma auditoria feita pela própria Câmara ao Ministério Público, que ainda não se manifestou à imprensa sobre o assunto. Não se sabe quais medidas já foram adotadas pelo órgão no sentido da recuperação do valor.
Marcos Lima disse que irá pessoalmente ao Ministério Público, atualizar-se sobre medidas eventualmente adotadas. Ele manteve contato com quatro promotores para tratar do tema. Até o momento, não se tem notícia de o Ministério Público ter denunciado o fato à Justiça.
Enquanto isso, o prédio Dival Figueiredo Machado continua fechado, sem qualquer sinal de continuação da obra. A empresa foi convocada várias vezes, informa o presidente. Foi concedido prazo para retomada dos trabalhos, mas nada foi feito das pendências existentes.