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Política

Zé Neto explica atrasos nas obras de duplicação do Anel de Contorno de Feira de Santana e cita revisão técnica do projeto

18 de Outubro de 2025 | 12h 40
Zé Neto explica atrasos nas obras de duplicação do Anel de Contorno de Feira de Santana e cita revisão técnica do projeto
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

O deputado federal Zé Neto (PT) explicou, em entrevista ao Acorda Cidade, os motivos que têm atrasado o início efetivo das obras de duplicação do Anel de Contorno de Feira de Santana. Segundo ele, problemas técnicos identificados durante as sondagens do solo exigiram uma revisão completa do planejamento e ajustes na montagem do canteiro de obras.

“Houve realmente um problema com o canteiro. Foram feitas as perfurações necessárias para as sondagens de terreno e, infelizmente, encontramos uma situação que precisou ser totalmente revisada. No local onde estava o canteiro anterior, foram identificadas várias tubulações da Embasa, tanto de esgoto quanto de água, o que inviabilizou a permanência, já que o tráfego de máquinas pesadas poderia causar danos”, explicou o parlamentar.

Zé Neto afirmou ainda que a ausência de plantas estruturais detalhadas do contorno tem dificultado o andamento das obras.
“Não há registros precisos das redes hidráulicas, de saneamento ou de fornecimento de água. Tudo precisa ser feito com sondagem. A parte de drenagem é extremamente complexa, e os engenheiros me mostraram as dificuldades que têm enfrentado nos sete quilômetros do contorno”, disse.

O deputado destacou que o projeto inclui a construção de três viadutos e cinco passarelas, mas a execução só deve avançar após a conclusão completa das análises do solo.
“Para fazer a sondagem de solo como está sendo feita, é preciso paciência. Cheguei a pensar que o atraso fosse por falta de recursos, mas fui a Brasília e constatei que não é o caso. Trata-se de uma necessidade técnica e estratégica: só será possível intensificar as obras quando houver total segurança sobre as condições do solo”, afirmou.

Zé Neto também ressaltou que há diálogo constante entre o consórcio responsável pela obra, representantes comunitários e órgãos públicos, com o objetivo de reduzir os impactos no trânsito e atender às demandas locais.
“Já realizamos duas reuniões com representantes de associações, sindicatos do comércio e de trabalhadores. A empresa demonstrou abertura para ouvir e considerar as sugestões apresentadas”, contou.

Em relação ao prazo de conclusão, o deputado lembrou que o cronograma inicial previa o término da duplicação até o final de 2026, mas admitiu que os imprevistos técnicos podem alterar o calendário.
“A previsão era para o fim de 2026, mas com esses problemas estruturais que surgiram, é possível que o cronograma precise ser ajustado”, concluiu.



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