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Impasse no Congresso leva EUA à primeira paralisação do governo em quase sete anos

01 de Outubro de 2025 | 09h 59
Impasse no Congresso leva EUA à primeira paralisação do governo em quase sete anos
Foto: Keegan Barber/Fotos Públicas

Os Estados Unidos entraram em paralisação parcial do governo federal pela primeira vez em quase sete anos, após o Congresso não conseguir aprovar um novo projeto orçamentário até o prazo final da meia-noite desta quarta-feira (1º). Esta é a terceira paralisação sob a gestão de Donald Trump, segundo informações da InfoMoney e da Bloomberg.

Com o impasse, o Escritório de Orçamento da Casa Branca determinou que as agências federais iniciassem seus planos de contingência, resultando na suspensão de recursos e fechamento temporário de repartições públicas. A medida afeta centenas de milhares de servidores e diversos serviços governamentais, com exceção das áreas sociais essenciais, que continuarão operando.

O bloqueio orçamentário é resultado de divergências entre Democratas e Republicanos, especialmente em torno de subsídios de saúde, em meio a uma disputa política que também mira as eleições legislativas de 2026. Especialistas alertam que o impasse pode se prolongar, aumentando os efeitos econômicos da paralisação.

De acordo com a Bloomberg Economics, se a suspensão durar mais de três semanas, a taxa de desemprego pode subir de 4,3% para até 4,7%, já que os funcionários afastados temporariamente passam a ser contabilizados como desempregados.

O ex-presidente Donald Trump afirmou que pretende usar a paralisação para promover demissões em massa no funcionalismo público, o que inclui a dispensa temporária de cerca de 750 mil servidores federais. A medida deve agravar o impacto econômico e prolongar os efeitos da crise mesmo após o fim do bloqueio.

Os cortes se somam aos 150 mil servidores que já deixaram seus cargos nesta quarta-feira (1º), em razão de programas de desligamento e aposentadorias antecipadas promovidos pela atual gestão republicana. Especialistas alertam que a soma dessas medidas pode empurrar regiões como Washington, D.C. para uma recessão, afetando diretamente a economia da capital americana.

 

  



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