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Política

Levantamento aponta rejeição massiva à PEC da Blindagem nas redes sociais

21 de Setembro de 2025 | 07h 27
Levantamento aponta rejeição massiva à PEC da Blindagem nas redes sociais
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Um levantamento do instituto Quaest, divulgado neste sábado (20), mostrou forte rejeição à chamada PEC da Blindagem nas redes sociais. Entre os dias 16 e 19 de setembro, 83% das 2,3 milhões de menções analisadas tiveram tom negativo em relação à proposta aprovada pela Câmara dos Deputados, que amplia as proteções a parlamentares contra prisões e processos criminais.

Apesar de atingir, em média, 44 milhões de perfis por hora, o debate sobre o tema registrou 24 mil menções por hora, número inferior ao do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), que chegou a 44 mil por hora. Ainda assim, a repercussão superou outros embates recentes entre Congresso e governo, como a polêmica envolvendo o aumento do IOF. O pico ocorreu na noite de 16 de setembro.

De acordo com o monitoramento, 46% das críticas foram direcionadas ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e à própria instituição. Parlamentares de esquerda e influenciadores digitais ampliaram a pressão, com destaque para a hashtag #CONGRESSOINIMIGODOPOVO e para vídeos satíricos produzidos com inteligência artificial. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também foi alvo de críticas e apelidado de “Tarcínico Pedágio”.

Entre as menções analisadas, 40% tratavam das manifestações convocadas para este domingo (21) contra a PEC, 12% destacavam mobilizações de artistas e figuras públicas, e 15% relacionavam o tema a outros debates, como a anistia a envolvidos nos atos de 8 de janeiro e o julgamento de Bolsonaro no STF.

Já as manifestações favoráveis corresponderam a 17% do total. Esse grupo, formado principalmente por parlamentares e apoiadores do ex-presidente, concentrou críticas ao Supremo e acusações de supostos “excessos” da Corte. Defensores também citaram decisões judiciais que beneficiaram lideranças da esquerda, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a Operação Lava Jato.

 

   



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