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Política

Pesquisa Quaest: 55% dos brasileiros consideram justa a prisão de Bolsonaro

25 de Agosto de 2025 | 10h 12
Pesquisa Quaest: 55% dos brasileiros consideram justa a prisão de Bolsonaro
Foto: Pedro Gontijo/Senado Federal

Uma pesquisa da Quaest divulgada nesta segunda-feira (25) mostra que a maioria dos brasileiros avalia como justa a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o levantamento, 55% consideram correta a decisão, enquanto 39% a classificam como injusta. Outros 6% não souberam ou preferiram não responder.

O estudo também investigou a percepção da população sobre a participação de Bolsonaro na tentativa de golpe de Estado. Para 52% dos entrevistados, o ex-presidente esteve envolvido no plano. Já 36% acreditam que ele não teve participação, 2% negam que tenha havido tentativa de golpe no país e 10% não souberam opinar.

A percepção de que Bolsonaro agiu para viabilizar um golpe cresceu em relação a dezembro de 2024, quando 47% atribuíam a ele participação no plano.

Os pesquisadores questionaram ainda a visão dos brasileiros sobre a participação de Bolsonaro em chamadas de vídeo durante os protestos de 3 de agosto. Para 57% dos entrevistados, ele agiu de forma proposital para provocar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Já 30% acreditam que Bolsonaro não entendeu as restrições impostas pelo magistrado e acabou cometendo um erro. Outros 13% não responderam.

A prisão domiciliar de Bolsonaro foi decretada por Moraes em 4 de agosto, após a participação do ex-presidente nessas chamadas de vídeo — uma delas com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), em São Paulo, e outra com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no Rio de Janeiro.

Segundo a pesquisa, 86% dos entrevistados já tinham conhecimento de que Bolsonaro responde a julgamento no STF por tentativa de golpe de Estado. Em março, esse percentual era de 73%. Outros 14% afirmaram ter tomado conhecimento apenas agora, contra 27% em março.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas em entrevistas presenciais realizadas entre os dias 13 e 17 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

 

  



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