O escândalo envolvendo fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (20), com a instalação oficial da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional. A iniciativa busca apurar irregularidades em descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas.
Instalação da comissão
A data foi definida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na última segunda-feira (18). A primeira reunião do colegiado ocorre às 11h, com a presença de senadores e deputados.
A CPMI será presidida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), enquanto a relatoria ficará sob responsabilidade do deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), indicado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Fraudes sob investigação
Parlamentares querem esclarecer quando os desvios começaram. Há suspeitas de que o esquema tenha se iniciado ainda durante o governo Michel Temer (MDB), se estendido pela gestão de Jair Bolsonaro (PL) e chegado até o atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A comissão foi solicitada após revelações de que entidades sindicais estariam aplicando descontos ilegais diretamente na folha de pagamento de beneficiários do INSS.
Esquema bilionário
As investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), reveladas em abril, apontam que entre 2019 e 2024 foram cobrados indevidamente cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas.