O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu, nesta segunda-feira (4), novas medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O político teve prisão domiciliar decretada por tempo indeterminado.
A partir da
decisão
do magistrado, Bolsonaro está obrigado a, dentre outras coisas, permanecer com tornozeleira
eletrônica; e proibido de receber visitas sem autorização do STF e de usar
telefone celular.
O ex-presidente também não pode
manter contato com outras pessoas de fora de sua residência, podendo, apenas,
se comunicar com sua esposa, Michele Bolsonaro; com sua filha, Laura Bolsonaro;
e com seus advogados.
As pessoas que forem autorizadas a
visitar o ex-presidente durante a prisão domiciliar não poderão usar o celular,
tirar fotos ou gravar imagens.
As medidas cautelares decretadas no
mês passado contra Bolsonaro continuam mantidas. São elas:
- Proibição de manter contato com embaixadores ou autoridades
estrangeiras;
- Proibição de uso de redes sociais, diretamente ou por
intermédio de terceiros.
- Receber visitas de investigados nas ações penais da trama
golpista.
- Proibição de aproximação e acesso a embaixadas e consulados
de países estrangeiros.
No último mês de julho, o ministro Alexandre de Moraes
determinou o uso da tornozeleira eletrônica e a restrição à utilização de redes
sociais, incluindo perfis de terceiros. Na decisão proferida hoje, o magistrado destacou que Flávio Bolsonaro e
outros dois filhos do ex-presidente, Carlos e Eduardo, publicaram, em suas
redes sociais, postagens de agradecimento de Bolsonaro aos apoiadores que
compareceram aos atos realizados ontem (3).
Em função disso, houve
descumprimento das restrições determinadas anteriormente, conforme o STF. As medidas cautelares foram
determinadas no âmbito do inquérito no qual Eduardo Bolsonaro, deputado federal
pelo PL de São Paulo, é investigado pela sua atuação junto ao governo do
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de
retaliação contra o governo brasileiro e ministros da Suprema Corte.
Em março passado, Eduardo Bolsonaro pediu licença de seu
mandato parlamentar e viajou aos Estados Unidos, onde permanece, até o presente
momento, sob alegação de perseguição política.
No referido processo, o ex-presidente é investigado por
mandar recursos, via Pix, para bancar a estadia de seu filho no exterior.
Bolsonaro também é réu na ação penal que julga a trama golpista. A apreciação do
caso deve ocorrer em setembro.
*Com informações da
Agência Brasil.