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Política

Bolsonaro diz que tornozeleira eletrônica é ‘suprema humilhação’

18 de Julho de 2025 | 14h 14
Bolsonaro diz que tornozeleira eletrônica é ‘suprema humilhação’
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Após a instalação de uma tornozeleira eletrônica, na Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seape) do Distrito Federal (DF), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou, em entrevista coletiva, que as medidas cautelares impostas a ele, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), são uma “suprema humilhação”.

O ex-presidente desceu do carro, a fim de falar com os jornalistas, ao deixar o órgão, após a colocação do equipamento de monitoramento pessoal. Ele declarou à imprensa que nunca pensou em sair do país ou se asilar em alguma embaixada. Também afirmou que “sair do país é a coisa mais fácil que tem”.

Ao impor as medidas, o ministro Alexandre de Moraes apontou o risco de fuga do ex-presidente, que teve seu passaporte apreendido em fevereiro de 2024, em razão do avanço da ação penal sobre uma tentativa de golpe de Estado que teria sido liderada por ele. “A suspeita é um exagero”, afirmou Bolsonaro.

O ex-presidente alegou que o inquérito do golpe “é político”. Segundo ele, “nada de concreto existe ali”. Nas palavras de Bolsonaro, tudo não passou de um “golpe de festim”, “sem Forças Armadas e sem armas”.

O político destacou, ainda, que espera ter um julgamento justo. “O julgamento espero que seja técnico e não político, no mais, nunca pensei em sair do Brasil , nunca pensei em ir para embaixada”, disse. 

Questionado sobre os motivos para a imposição de medidas cautelares contra ele, Bolsonaro respondeu que, no seu entendimento, “o objetivo é a suprema humilhação”.

Sobre a apreensão de US$ 14 mil e R$ 8 mil em espécie, encontrados em sua casa, no bairro do Jardim Botânico, em Brasília, o ex-presidente disse que sempre guardou dólares em sua residência e que pode comprovar a origem do dinheiro.

Bolsonaro preferiu não responder perguntas sobre a apreensão de um pen drive que a Polícia Federal encontrou em um dos banheiros de seu imóvel. “Não tenho conhecimento”, alegou.

Pelas medidas impostas pelo STF, além da tornozeleira eletrônica, o ex-presidente está proibido de deixar a comarca do Distrito Federal, devendo ficar em recolhimento domiciliar, entre 19h e 6h, e, integralmente, nos finais de semana. Ele também não pode acessar as redes sociais ou se comunicar com seu filho Eduardo Bolsonaro ou embaixadores e diplomatas de outros países.

 

 

 

*Com informações da Agência Brasil.



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