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No Canadá, para Cúpula do G7, Lula diz que conflito entre Israel e Irã preocupa

17 de Junho de 2025 | 12h 15
No Canadá, para Cúpula do G7, Lula diz que conflito entre Israel e Irã preocupa
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou, na noite desta segunda-feira (16), que está preocupado com o conflito entre Israel e Irã, no Oriente Médio.

A declaração foi dada durante a chegada de Lula ao hotel no qual ficará hospedado, em Calgary, cidade próxima às montanhas canadenses de Kananaskis, onde ocorre a cúpula do Grupo dos Sete (G7), formado pelos países mais desenvolvidos do mundo.

O governante afirmou que deve abordar o tema, de alguma maneira, no breve discurso que fará, nesta terça (17), durante a reunião ampliada do G7. "Qualquer conflito me preocupa. Sou um homem que nasceu para a paz. Então, em um momento em que o mundo está precisando de muito recurso para a transição energética, para combater a miséria no mundo, você ver dinheiro sendo gasto com conflito, obviamente, me incomoda profundamente. E é isso que quero falar um pouco", destacou.

O presidente, entretanto, evitou comentar a decisão de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, de antecipar sua volta a Washington, sede do governo norte-americano, em função da escalada da tensão no Oriente Médio. Ontem (16), Trump pediu a evacuação de Teerã, capital iraniana.

O G7 é composto pelo Canadá (anfitrião), Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão. A União Europeia também integra a cúpula.

O Brasil participa do evento como um dos seletos países não membros convidados a formar parte da reunião ampliada do bloco, que também inclui África do Sul, Austrália, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Índia e México.

Questionado sobre uma declaração de Trump, que, mais cedo, havia reclamado do fato de a Rússia não participar mais do bloco, o presidente brasileiro afirmou que, com a existência do G20, nem haveria motivo para o G7 existir. A Rússia integrou o G7 de 1998 a 2014, mas foi expulso após anexar a Criméia, então território da Ucrânia.

No entendimento de Lula, o Grupo dos Sete é mais cultural que representativo. "No fundo, depois do G20, não há nem necessidade de existir o G7. O G20 é mais representante. Agora, é uma questão cultural isso", observou, salientando que o G7 existe desde 1975, quando houve a grande crise do petróleo.

Isto porque, conforme do governante brasileiro, os países que integram a cúpula também são parte do G20. "Os primos ricos se reúnem, mas eles estão no G20. Acho que o G20 tem mais importância, densidade humana. De qualquer forma, sou convidado desde que fui eleito, em 2003, e eu participo, para não dizer que eu recuso a festa dos ricos", brincou.

Lula também aceitou uma reunião bilateral com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski. O horário, contudo, ainda não foi definido. O presidente do Brasil também tem um encontro marcado com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e com o premiê alemão, Friederich Merz.

Além disso, Lula deve se encontrar com representantes da comissão e do conselho da União Europeia. E tenta encaixar uma reunião bilateral com a Coreia do Sul, em sua agenda.

 

 

 

*Com informações da Folhapress.



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