A Flotilha da Liberdade, coalizão de ativistas contra o massacre de palestinos na Faixa de Gaza, está a cerca de 48 horas do território palestino sitiado pelo bloqueio de Israel. Isto um mês após ser bombardeada por drones israelenses.
O grupo, uma vez mais, tenta levar mantimentos e medicamentos à população sitiada e espera abrir um canal de acesso aos moradores famintos acuados no enclave palestino.
Dentre os tripulantes, está o ativista internacionalista e
ambientalista brasileiro Thiago Ávila; e a ativista sueca Greta Thunberg,
mundialmente conhecida por sua luta contra o aquecimento global. Outro
tripulante que se arrisca a furar o bloqueio israelense é o ator irlandês Liam
Cunningham.
Apelidada de Madeleine, a
embarcação partiu da Catânia, porto italiano, no dia 1º de junho. Para acompanhar
o barco se aproximando da Faixa de Gaza, basta acessar este link.
O jornal israelense The Jerusalem Post informou, na última quinta-feira
(5), que o Estado de Israel não dará permissão ao barco para atracar no
enclave. Segundo o periódico, a informação foi passada diretamente por “fontes
militares”.
À Agência Brasil, Thiago Ávila disse, neste sábado (7),
via mensagem, que o barco está a 430 quilômetros da Faixa de Gaza e que os
ativistas esperam atracar no território na próxima segunda-feira (9). “Estamos
em contato com muita gente, o coletivo de médicos de Gaza, sobretudo o coletivo
de jornalistas. Estão todos ali, aguardando a nossa chegada e Israel segue
ameaçando, dizendo que vai interceptar nossa missão e ameaçando inclusive
atacar nossa missão”, informou o brasileiro.
A embarcação abriga 12 ativistas de sete países, sendo Thiago
o único não europeu. “A gente tem maiorias sociais do mundo do nosso lado. As
pessoas sabem, no fundo do coração delas, que matar crianças de fome é errado”,
criticou.
Segundo o ativista brasileiro, o objetivo é entregar
alimentos e medicamentos em Gaza e voltar, abrindo espaço para que mais barcos
e pessoas façam o mesmo. “Esperamos a que essa missão tenha um impacto
significativo, que abra esse corredor humanitário dos povos. A gente espera que
Israel desista da ideia de cometer um crime de guerra e nos atacar”, finalizou.
Na quinta-feira, Thiago havia informado,
através de suas redes sociais, que a tripulação chegou a visualizar drones israelenses próximo à embarcação.
A ambientalista sueca Greta Thunberg afirmou que não há
justiça climática com a ocupação ilegal do território palestino e do genocídio
povo palestino. Ela salientou que o objetivo da missão que integra é “desafiar
o bloqueio e o genocídio israelense enquanto os nossos governos cúmplices
falham em interromper”.
Ela declarou, ainda, que a atuação de Israel no enclave é reprovável.
“Nós, mais uma vez, navegamos em direção a Gaza – não transportando armas, mas
sim alimentos e suprimentos médicos. A fome sistemática e a privação de
necessidades básicas são alguns dos muitos métodos de guerra que Israel está a
utilizar contra os palestinos”, defendeu.
Uma primeira tentativa de chegar à
Faixa de Gaza foi frustrada quando outra embarcação do grupo, denominada Consciência, foi bombardeada por dois drones, em águas territoriais próximas a
Malta, no Sul da Europa. Em função disso, a coalizão Flotilha da
Liberdade pede que uma investigação independente apure o ocorrido.
*Com informações da
Agência Brasil.