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Barco com ativistas está a 48 horas de Gaza, com ajuda humanitária; brasileiro integra a tripulação

07 de Junho de 2025 | 16h 03
Barco com ativistas está a 48 horas de Gaza, com ajuda humanitária; brasileiro integra a tripulação
Foto: gazafreedomflotilla/Instagram

A Flotilha da Liberdade, coalizão de ativistas contra o massacre de palestinos na Faixa de Gaza, está a cerca de 48 horas do território palestino sitiado pelo bloqueio de Israel. Isto um mês após ser bombardeada por drones israelenses.

O grupo, uma vez mais, tenta levar mantimentos e medicamentos à população sitiada e espera abrir um canal de acesso aos moradores famintos acuados no enclave palestino. 

Dentre os tripulantes, está o ativista internacionalista e ambientalista brasileiro Thiago Ávila; e a ativista sueca Greta Thunberg, mundialmente conhecida por sua luta contra o aquecimento global. Outro tripulante que se arrisca a furar o bloqueio israelense é o ator irlandês Liam Cunningham.  

Apelidada de Madeleine, a embarcação partiu da Catânia, porto italiano, no dia 1º de junho. Para acompanhar o barco se aproximando da Faixa de Gaza, basta acessar este link.

O jornal israelense The Jerusalem Post informou, na última quinta-feira (5), que o Estado de Israel não dará permissão ao barco para atracar no enclave. Segundo o periódico, a informação foi passada diretamente por “fontes militares”.

À Agência Brasil, Thiago Ávila disse, neste sábado (7), via mensagem, que o barco está a 430 quilômetros da Faixa de Gaza e que os ativistas esperam atracar no território na próxima segunda-feira (9). “Estamos em contato com muita gente, o coletivo de médicos de Gaza, sobretudo o coletivo de jornalistas. Estão todos ali, aguardando a nossa chegada e Israel segue ameaçando, dizendo que vai interceptar nossa missão e ameaçando inclusive atacar nossa missão”, informou o brasileiro.  

A embarcação abriga 12 ativistas de sete países, sendo Thiago o único não europeu. “A gente tem maiorias sociais do mundo do nosso lado. As pessoas sabem, no fundo do coração delas, que matar crianças de fome é errado”, criticou.  

Segundo o ativista brasileiro, o objetivo é entregar alimentos e medicamentos em Gaza e voltar, abrindo espaço para que mais barcos e pessoas façam o mesmo. “Esperamos a que essa missão tenha um impacto significativo, que abra esse corredor humanitário dos povos. A gente espera que Israel desista da ideia de cometer um crime de guerra e nos atacar”, finalizou.  

Na quinta-feira, Thiago havia informado, através de suas redes sociais, que a tripulação chegou a visualizar drones israelenses próximo à embarcação.  

A ambientalista sueca Greta Thunberg afirmou que não há justiça climática com a ocupação ilegal do território palestino e do genocídio povo palestino.  Ela salientou que o objetivo da missão que integra é “desafiar o bloqueio e o genocídio israelense enquanto os nossos governos cúmplices falham em interromper”.

Ela declarou, ainda, que a atuação de Israel no enclave é reprovável. “Nós, mais uma vez, navegamos em direção a Gaza – não transportando armas, mas sim alimentos e suprimentos médicos. A fome sistemática e a privação de necessidades básicas são alguns dos muitos métodos de guerra que Israel está a utilizar contra os palestinos”, defendeu. 

Uma primeira tentativa de chegar à Faixa de Gaza foi frustrada quando outra embarcação do grupo, denominada Consciência, foi bombardeada por dois drones, em águas territoriais próximas a Malta, no Sul da Europa. Em função disso, a coalizão Flotilha da Liberdade pede que uma investigação independente apure o ocorrido.

 

 

 

*Com informações da Agência Brasil.



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