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Política

Lula diz que vai lançar programa para financiar compra de motos por entregadores

04 de Junho de 2025 | 13h 37
Lula diz que vai lançar programa para financiar compra de motos por entregadores
Foto: Evaristo Sá/AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta terça-feira (4), que o governo planeja lançar um programa de financiamento de compra de motos voltado a entregadores que trabalham por meio de aplicativo. “Estamos trabalhando com muito afinco um programa de crédito para financiar motocicleta para os entregadores de comida deste país”, afirmou.

O anúncio foi feito durante entrevista coletiva, no Palácio do Planalto. Na ocasião, o governante disse, ainda, que não há uma data para o lançamento do programa, mas afirmou ver necessidade de que sejam instalados, também, estrutura para os entregadores. “Temos que cuidar não apenas da questão do crédito para eles comprarem uma moto, mas também garantir que tenham um lugar para que eles possam fazer as necessidades básicas”, frisou.

No mês passado, Lula se reuniu com os presidentes dos bancos públicos, com o intuito de discutir a criação da linha de crédito para facilitar a troca de motocicletas. Além do presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Carlos Vieira, e da gestora do Banco do Brasil (BB), Tarciana Medeiros, marcaram presença, na reunião, os ministros Luiz Marinho (do Trabalho) e Rui Costa (da Casa Civil), o titular da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, e o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan.

Segundo Lula, a ideia é que os entregadores tenham acesso a condições mais favoráveis para trocar as motos. O Ministério do Trabalho e Emprego (TEM) tenta regulamentar o setor, mas sem êxito, até o momento.

Um Projeto de Lei (PL) chegou a ser enviado ao Congresso Nacional, mas tratando apenas de motoristas. O tema não avançou, esbarrando na resistência de parlamentares e trabalhadores.

Isto porque, no caso dos motoqueiros, não houve sequer um acordo prévio com empresas, que permitisse o envio da proposta à Câmara dos Deputados.



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