O Vaticano informou, nesta segunda-feira (28), que o conclave para eleger o novo sumo pontífice da Igreja Católica terá início na próxima quarta-feira (7). O cargo está vago desde a morte do Papa Francisco, na segunda-feira (21).
A cerimônia para escolher o novo líder reunirá 135 cardeais, todos
com menos de 80 anos. Conforme protocolo do Vaticano, os religiosos são os
únicos aptos a escolher o futuro pontífice.
A data foi definida durante uma reunião de cardeais. Realizado
a portas fechadas, no Vaticano, o encontro foi o primeiro desde o fim do funeral
de Francisco I, no sábado (26).
A votação – Após a chegada dos cardeais ao Vaticano, o conclave é
iniciado, com uma missa matinal especial. O rito acontece na Basílica de
São Pedro. Na sequência, os religiosos caminham até a Capela Sistina, para
dar início à eleição.
Desse momento até o fim do conclave, os cardeais não têm mais acesso ao mundo exterior. A votação é altamente sigilosa. Nenhum detalhe do sufrágio pode ser informado. Por isso, após o fechamento das portas, a capela passa por uma rigorosa inspeção, a fim de verificar se há câmeras e microfones escondidos.
Os cardeais não têm permissão para falar sobre os
procedimentos eleitorais com ninguém de fora do grupo. Se isto ocorrer, a alta
cúpula da Igreja pode excomungá-los.
Uma vez encerrados dentro da Capela Sistina e verificada a
segurança do local, os cardeais participam de missas e orações. Se os ritos forem
finalizados à tarde, a votação pode ser realizada no mesmo dia.
Os cardeais votam em cédulas de papel. Cada um deles escreve
o nome do candidato escolhido abaixo da expressão latina Eligo in Summun Pontificem, ou seja, Eu elejo como pontífice supremo.
Os votos são anônimos. Entretanto, o rigoroso protocolo do
Vaticano impede que os cardeais votem em si próprios. Ao escreverem o nome
escolhido, os religiosos caminham, em ordem de senioridade, até um altar, a fim
de depositar suas cédulas de votação em um cálice.
Os votos são, então, contados e o resultado, lido para os demais
cardeais. Ao fim do processo de escrutínio, é eleito papa aquele que alcançou dois
terços dos votos.
Se nenhum cardeal receber o número de votos necessário para
ser eleito papa, podem ser feitas até quatro votações por dia, duas pela manhã
e duas à tarde, até que haja um vencedor entre eles.
O processo pode se repetir até o terceiro dia de conclave. Se
ao final deste dia não houver uma definição, o quarto dia será reservado a orações
e discussões.
Na sequência, o processo de votação continua e pode se
estender por mais sete rodadas iguais às do início do conclave. Posteriormente,
há outra pausa para orações e as votações são retomadas, novamente.
De acordo com a diocese de Providence, Rhode Island, dos
Estados Unidos, nenhum dos últimos 11 conclaves realizados duraram mais do que
quatro dias.
Fumaça
branca – Ninguém,
além dos cardeais indicados, pode entrar na Capela Sistina durante o conclave.
Os fiéis e os jornalistas têm ciência do resultado da votação por meio da cor
da fumaça que sai da chaminé instalada no telhado do templo.
Após as votações, as cédulas são queimadas, sempre uma vez
pela manhã e uma vez à tarde. Se um papa não for eleito, ao fim de cada
uma delas, os papeis são incinerados junto com um produto químico, a fim de
deixar a fumaça preta.
Apenas quando a fumaça sai branca, é que os católicos do
mundo sabem que o novo chefe da Igreja foi escolhido. O momento é de festa para
os milhares de fiéis que esperam o fim do conclave na parte externa do
Vaticano.
Tradicionalmente, cerca de 30 a 60 minutos após a fumaça
branca, o novo papa aparece na sacada, cuja vista dá para a Praça de São
Pedro. Na ocasião, o pontífice eleito fala, brevemente, à multidão e faz uma
oração.
Dias após a eleição, o papa assume o cargo, formalmente. Os
dois últimos sumo pontífices, Bento XVI e Francisco I, foram empossados na
Catedral de São Pedro.
*Com informações da
CNN Brasil.