Durante cerimônia realizada nesta segunda-feira (7) em Montes Claros (MG), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou seu apoio à proposta que prevê a isenção do Imposto de Renda para brasileiros que recebem até R$ 5 mil por mês. O anúncio foi feito durante um evento que marcou o lançamento de um investimento milionário da farmacêutica Novo Nordisk na cidade.
Ao justificar a proposta, Lula destacou a importância da população de baixa renda para o funcionamento do país. “Um país é muito fácil de ser governado se você resolver governar apenas para uma pequena parcela da sociedade. O Brasil tem 213 milhões de habitantes, deve ter por volta de 35% de brasileiros com padrão de classe média, aquelas pessoas que podem viajar o mundo inteiro, pegar férias, ir para a praia, para o campo. E você tem uma grande maioria das pessoas que estão abaixo de R$ 5 mil [de salário] e sobrevivem trabalhando o dia inteiro, indo para casa e dormindo a noite vendo televisão, e nem sempre vendo as coisas de qualidade. E essas pessoas são a base que sustenta nosso país”, afirmou.
Segundo o presidente, para viabilizar a isenção, será necessário aumentar a cobrança de impostos sobre a parcela mais rica da população. Ele argumenta que a proposta busca beneficiar a maioria dos brasileiros.
“Se você quiser governar para todos, você começa a ter problemas com aqueles que ganham mais. Nós estamos tentando livrar do pagamento de Imposto de Renda as pessoas que ganham até R$ 5 mil. E estamos diminuindo o pagamento de imposto para quem ganha entre R$ 5 e R$ 7 mil, que é por volta de 85% da população. Nós estamos fazendo com que a compensação para beneficiar esses 15 milhões de pessoas seja fazer com que 141 mil brasileiros paguem um pouco mais do que pagam”, explicou.
Ao encerrar seu discurso, Lula reforçou que a medida visa ampliar a justiça social no país. “Não é correto. Não é justo. Não é justificável que as pessoas mais pobres paguem a mesma quantidade de imposto que as pessoas mais ricas. O que estamos fazendo é tentar fazer um pouco de justiça social. Se a gente quiser governar para 213 milhões de pessoas, você não pode se conformar com aqueles que não tiveram oportunidade”, concluiu.