A destinação de um lugar exclusivo, pela Prefeitura de Feira de Santana, para a realização de eventos com veículos de som automotivo (os chamados paredões) pode ser uma solução para acabar com o incômodo a que a atividade tem causado à população feirense. Esta sugestão foi apresentada pelo vereador Galeguinho SPA (UB) durante uma Audiência Pública da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Câmara (CCJR) que discutiu, na tarde desta quinta-feira (13), aspectos da lei n° 4162/2023, que trata sobre sons urbanos, fixa níveis e horários de permissão no âmbito do Município. Autor do requerimento que solicitou o encontro, o parlamentar presidiu o debate com autoridades, especialistas e demais convidados.
Além de Galeguinho, integraram a Mesa de Honra a secretária Municipal do Meio Ambiente (Semmam), Jaciara Moreira Costa; advogada Brisa Correia, representando o procurador do Município, Guga Leal; secretário de Prevenção à Violência (Seprev), Uziel Andrade; major Cardoso, coordenador de Operações de Policiamento (representando o coronel Lopes) e Uiram Santos, representante do pessoal ligado a paredões; Empresários e comerciantes do setor de som automotivo, apreciadores da prática, os vereadores José Carneiro (UB), Pastor Valdemir (PP), Ismael Bastos (PL), Ron do Povo (PP), Gean Caverna (Podemos) e os ex-vereadores Cadimiel e Petrônio Lima, também marcaram presença.
A proposta foi avaliada como alternativa positiva pelos participantes que se manifestaram na audiência. Destacando que a Secretaria de Meio Ambiente está aberta ao diálogo, Jaciara Moreira pontuou que apreensões ocorrem para preservar os feirenses dos impactos negativos da emissão excessiva de ruídos. Em 12 anos de atuação conjunta de órgãos públicos (Seprev, Polícia Militar, Guarda Municipal), informou ela, a Operação Feira Quer Silêncio conseguiu reduzir a poluição sonora na zona urbana. Mas o problema migrou para a área rural.
“Lembrar que existem mais de 17 mil famílias de feirenses que acionaram a PM em busca de sossego e têm interesse no devido regramento e fiscalização desta atividade”. Á frente da Seprev a apenas 15 dias, o secretário Uziel Andrade, chamou a atenção que o direito de alguém acaba quando começa o do outro. E parabenizou a sugestão de o Município providenciar um local apropriado a evento de paredões. “Existe cidade onde isto funciona. Porto Seguro, por exemplo. Aquilo que podermos fazer para preservar a vida, vamos fazer”, garantiu.
Representantes de fabricantes de som automotivo, Caio Silva disse que Feira é um grande ponto de comércio de som. Inclusive, possui fábrica de auto falantes. No raio de 1km, por exemplo, se concentram oito distribuidoras do segmento sonoro, informou. “Mas, também somos contra a baderna em lugares indevidos e vias públicas. Temos tentado reunir o pessoal em espaços para exposição. E reivindicamos um lugar adequado para isto”, declarou. Raciocínio semelhante foi explicitado por Uiram Santos, representante de lojistas e organizador do Feira Fest Car, evento automotivo . “Apreensões atingem muito nosso ramo, uma vez que Feira é o maior comércio na Bahia. Ter áreas regulamentadas e espaço longe da cidade, vai ser uma grande vitória para quem gosta e vive do som”, avaliou.
FONTE: Ascom/CMFS