Em reconhecimento aos esforços do Brasil com a redução do desmatamento da Amazônia em 31%, em 2023, a Noruega fará a doação de US$ 60 milhões, cerca de R$ 348 milhões na cotação desta segunda-feira (18), para o Fundo Amazônia.
O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Jonas Gahr Støre,
neste domingo (17), durante a Conferência
Global Citizen Now: Rio de Janeiro. O Fundo da Amazônia é gerido pelo Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sob coordenação do
Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).![]()
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Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, é mais uma
demonstração importante da confiança do mundo e, em especial, da Noruega, ao
compromisso do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a redução do
desmatamento, a preservação da Amazônia e com a mitigação dos efeitos das
mudanças climáticas. “A Noruega é um país com quem temos uma longa parceria e
que segue se fortalecendo”, disse Mercadante, em nota.
O primeiro-ministro Støre destacou os reflexos obtidos a
partir do combate ao desmatamento no país. “O sucesso do Brasil na redução do
desmatamento é uma prova clara das ambições e da determinação do governo Lula.
Mostra como medidas direcionadas podem produzir resultados importantes para o
clima e a natureza,” afirmou.
Segundo a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello,
o Fundo Amazônia alcançou a marca de R$ 882 milhões em aprovações de projetos
este ano.
Ela disse que certamente o Fundo Amazônia é um dos mais
auditados do mundo e o BNDES segue reforçando a sua governança, na busca de
ampliar o impacto na proteção ambiental, na bioeconomia e na inclusão social na
região amazônica. “Essa nova doação da Noruega mostra que estamos num caminho
auspicioso para amplificar ações que beneficiem ainda mais pessoas e a natureza
naquele território”, pontuou.
De acordo com o BNDES, dados do Projeto de Monitoramento do
Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes/Inpe), indicam que no
período entre agosto de 2023 e junho de 2024, o desmatamento na Amazônia no
Brasil chegou ao nível mais baixo desde 2015.
O patamar é o quinto menor índice desde o início das
medições, em 1988. “É crucial para o clima e a natureza global que o Brasil
atinja seus objetivos de controle do desmatamento. Por meio de nosso apoio ao
Fundo Amazônia, estamos ajudando a proteger um dos ecossistemas mais
importantes do planeta”, comentou o primeiro-ministro norueguês.
A meta do governo brasileiro de zerar o desmatamento na
Amazônia é até 2030, o que é “fundamental para a maior floresta tropical do
mundo, que desempenha um papel essencial na regulação climática global”,
segundo o BNDES.
O ministro norueguês do Clima e Meio Ambiente, Tore Sandvik,
lembra que as florestas tropicais do mundo absorvem e armazenam bilhões de
toneladas de CO² e o investimento na preservação da floresta tropical é um dos
mais importantes que o país realiza. “Desde que Lula reassumiu a
Presidência, em janeiro passado, o desmatamento diminuiu drasticamente,
mostrando que o Brasil é um líder global e uma força motriz na proteção das
florestas tropicais”, afirmou.
Estados Unidos – Também neste domingo (17), o governo dos Estados
Unidos anunciou uma série de iniciativas de apoio à conservação da Amazônia,
que integram o programa americano de combate às mudanças climáticas. O anúncio
foi feito em visita do presidente Joe Biden à Manaus.
Biden anunciou que os Estados Unidos farão a doação de US$ 50 milhões para o Fundo Amazônia.
O total de contribuições dos EUA ao fundo atinge US$ 100 milhões, sujeito a
notificação do Congresso americano.
*Fonte: Agência Brasil.