A jornalista brasileira Nathalia Urban, de 36 anos, caiu de
uma ponte, na última na segunda-feira (23), em Edimburgo, na Escócia. Ela
chegou a ser socorrida e internada em uma unidade hospitalar local, onde
permaneceu em coma, mas teve morte cerebral declarada nesta quarta-feira (25).
Informações preliminares apontam que a vítima tinha acabado
de retornar, divorciada, de uma lua de mel na Tunísia, país localizado no
continente africano. Ela era correspondente do portal Brasil 247, tendo sido responsável
pela criação do programa Veias Abertas,
exibido na TV 247. O espaço é voltado à luta dos povos latino-americanos.
Natural de Santos, litoral do estado de São Paulo, Nathalia
era ativista pró-Palestina e vivia na Escócia. Autoridades estão investigando
se a queda foi acidental ou criminal.
Diretor de redação do Brasil 247, o jornalista Florestan
Fernandes Júnior disse que a profissional estava de férias e que havia viajado com
o seu companheiro. Ele confirmou que a jornalista havia terminado o
relacionamento durante a viagem.
Florestan afirmou, ainda, ter ficado preocupado quando
Nathalia não retornou ao trabalho na data prevista. Ele tentou contato com
familiares dela e com a embaixada brasileira na Escócia. Segundo o jornalista,
o Ministério das Relações Exteriores do Brasil conseguiu informações por meio de
autoridades inglesas. “Ela tinha quebrado duas costelas, tido uma perfuração e
estava em estado de coma, mas também não tinha detalhes”, disse, em entrevista
ao portal de notícias G1.
No perfil do Brasil 247 no Instagram, Florestan Fernandes
Júnior pediu orações às pessoas. “Infelizmente, nossa colega Nathalia não
resistiu, e os aparelhos serão desligados. Num último gesto de humanidade, os
órgãos serão doados. Nathalia lutou pela liberdade de todos os povos. Estamos
em luto e consternados. Oremos para que ela tenha uma boa passagem. Nathalia
Urban sempre presente!”, escreveu.
Em suas últimas postagens nas redes sociais, Nathalia Urban desabafou
sobre o fim do seu relacionamento e afirmou estar “desesperada” para conseguir
um emprego. Do contrário, temia ficar “sem teto”.
*Com informações do
Metrópoles e do G1.